Uma jangada que produz energia. EDP inaugura projeto-piloto
Na albufeira do Alto Rabagão, Vila Real, foram instalados 840 painéis, numa espécie de jangada e com uma potência de 220 quilowatt pico. O projeto significa um investimento de 450 mil euros.
A EDP inaugura esta quarta-feira um projeto-piloto que conjuga energia fotovoltaica e hídrica, num investimento de 450 mil euros, que consistiu em 840 painéis solares flutuantes na albufeira da barragem do Alto Rabagão, em Montalegre.
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Na albufeira do Alto Rabagão, no distrito de Vila Real, foram instalados 840 painéis, numa espécie de jangada e com uma potência de 220 quilowatt pico (KWp), que aproveita a infraestrutura já existente na barragem, como os transformadores, os quadros elétricos e a ligação à rede elétrica, para o escoamento da produção anual.
A EDP quer estudar a viabilidade económica desta solução que está já a produzir energia desde novembro.
“Este projeto a esta escala ainda não é viável. A nossa expectativa é estudar o funcionamento, a exploração e os resultados de exploração desta solução e, com uma escala maior, chegar a valores concorrentes com as soluções tradicionais em terra”, referiu em janeiro à Lusa Paulo Pinto, gestor do projeto.
"Este projeto a esta escala ainda não é viável. A nossa expectativa é estudar o funcionamento, a exploração e os resultados de exploração desta solução e, com uma escala maior, chegar a valores concorrentes com as soluções tradicionais em terra.”
Segundo o responsável, as vantagens deste projeto são também de ordem ambiental: “O espelho de água já existe, os painéis flutuantes não competem com terrenos utilizados para outros fins, não é preciso desmatar terrenos”.
Além disso, em água os painéis podem-se desmontar rapidamente “sem deixar vestígios” e, portanto, “a pegada é nula”.
"O espelho de água já existe, os painéis flutuantes não competem com terrenos utilizados para outros fins, não é preciso desmatar terrenos.”
Depois, acrescentou, é ainda aproveitada uma infraestrutura existente, logo não é preciso instalar uma nova linha de escoamento de energia com o inerente impacto ambiental e o custo associado, não só económico como ambiental”.
“Tem todos os ingredientes para dar certo, uma solução deste tipo”, salientou.
O projeto é uma parceria entre a EDP Produção, a EDP Distribuição e a EDP Renováveis e o investimento foi suportado pela empresa.
Se este projeto de complementaridade solar-hidroelétrica funcionar e for viável, a EDP poderá replicá-lo em outras barragens.

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