Más notícias para os bancos: DBRS corta rating de Itália

A agência de notação financeira baixou o rating italiano de A (baixo) para BBB (alto), e considerou a nova classificação "estável" -- pode dificultar a vida aos bancos já debilitados em Itália.

O rating da dívida soberana de Itália recebeu hoje um golpe da agência de notação financeira canadiana DBRS, que o reduziu de A (baixo) para BBB (alto), fazendo assim com que nenhuma das principais agências mantenha a Itália no nível A. O novo rating, diz a agência, é “estável”.

A agência disse, citada pela Reuters, que a decisão se deve à incerteza acerca da capacidade do país de fazer aprovar reformas indispensáveis assim como ao seu crescimento frágil e ao seu sistema bancário fragilizado.

“O novo governo interino poderá ter menos capacidade de aprovar medidas adicionais”, assinala a DBRS na sua nota emitida esta sexta-feira. “Além disso, apesar dos planos recentes para apoiar a banca, o nível de NPLs [crédito malparado] continua muito alto“.

O rating de Itália estava em dúvida na DBRS desde agosto, quando se começou a sentir a incerteza política acerca do resultado do referendo constitucional de dezembro, que acabaria por concretizar-se na demissão do primeiro-ministro Matteo Renzi, que seria substituído pelo seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Paolo Gentiloni. Agora, a descida do rating concretiza-se, o que pode causar problemas aos bancos italianos.

O rating de BBB (alto) significa que os bancos italianos terão de pagar mais caro para pedir dinheiro ao Banco Central Europeu (BCE) quando o fizerem apoiando-se na dívida soberana. Também os juros da dívida italiana poderão subir como resultado desta alteração.

Das restantes quatro principais agências de notação financeira, a Moody’s considera a dívida pública italiana BBB+, a Fitch Baa2 e a Standard & Poor’s BBB-.

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