CaixaBI avalia BPI acima da OPA do CaixaBank

O banco de investimento diz que o BPI vale mais do que o preço da OPA, mas também não chega ao valor defendido pela administração do banco. Não prevê mudanças no preço, apostando no sucesso da oferta.

O CaixaBank dá 1,134 euros por cada ação do banco liderado por Fernando Ulrich. É um valor justo? Corresponde ao valor médio ponderado nos últimos seis meses, mas o preço-alvo do CaixaBI para o BPI é superior. O banco de investimento reviu em alta a avaliação das ações, apontando para uma cotação de 1,30 euros que fica, ainda assim, aquém daquela que é apontada como a avaliação mais correta para os títulos por parte da administração do BPI.

O banco de investimento reviu as suas projeções para o BPI BPI 0,00% , elevando o preço-alvo de 1,20 para 1,30 euros, no final de 2017. Um aumento na avaliação que levou o CaixaBI a rever a recomendação de “neutral” para “acumular”, tendo em conta o potencial de 15% atribuído aos títulos que estão a cotar nos 1,128 euros. Os títulos do banco têm-se mantido em torno deste valor, estando “bloqueados” pela OPA do CaixaBank a 1,134 euros.

“A nossa avaliação representa um potencial de subida de 15% face à proposta do CaixaBank e está 5,8% abaixo da avaliação apresentada pelo conselho de governadores do BPI, de 1,38 euros (neste caso, incluindo os 20 cêntimos por ação relacionados com 50% das sinergias assumidas pelo CaixaBank na sua oferta)”, nota o analista André Rodrigues. Ou seja, a avaliação feita acaba por ficar a meio das duas: a do CaixaBank e o BPI.

“As ações do BPI estão a negociar a 0,6 vezes o valor líquido dos seus ativos estimado para 2017 quando comparado com a estimativa de um retorno de capital de 9,4% entre 2017 e 2020”, refere o research obtido pelo ECO. O CaixaBI vê margem para que os títulos negoceiem a um valor mais elevado, com base nas suas métricas de avaliação do banco, mas não antecipa que haja grande margem uma revisão do preço oferecido pelo CaixaBank.

“Em qualquer dos casos, não antecipamos qualquer ajuste relevante no valor oferecido pelo CaixaBank e, consequentemente, não prevemos qualquer alteração significativa do valor de mercado do BPI no curto prazo”, refere André Rodrigues, salientando que “o principal desafio do BPI continua a estar relacionado com a recuperação da rentabilidade no mercado nacional”.

O CaixaBI acredita que a OPA, que ainda não está registada na CMVM, deverá ser bem-sucedida. “Prevemos que a oferta do CaixaBank seja bem-sucedida no seguimento dos mais recentes desenvolvimentos, nomeadamente a venda de 2% do BFA pelo BPI à Unitel e a subsequente remoção do limite aos direitos de voto na assembleia geral de acionistas realizada em setembro”, refere o research.

Nota: A informação apresentada tem por base a nota emitida pelo banco de investimento, não constituindo uma qualquer recomendação por parte do ECO. Para efeitos de decisão de investimento, o leitor deve procurar junto do banco de investimento a nota na íntegra e consultar o seu intermediário financeiro.

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