Sete coisas que deves parar de fazer no LinkedIn para não pareceres idiota

Afinal, o que não deves fazer no seu perfil de LinkedIn? Aqui estão sete conselhos para não pareceres idiota.

Ontem acordei mais cedo do que é costume, fruto do meu organismo não perceber esta coisa da mudança da hora. Foi então que ao passar os olhos pelos diários on-line me deparei com esta peça, aqui do ECO, sobre como escrever um magnífico perfil de LinkedIn.

A peça está muito bem feita e reforça muito daquilo que aprendi num curso que frequentei de “LinkedIn for Business” (vá não gozem, o curso era giro e naquela época não havia Netflix).

Continuando. Pese embora o Telmo Fonseca ter feito um excelente trabalho, poderia complementar esta informação com sete coisas que muitas pessoas fazem no LinkedIn e que as fazem parecer perfeitas idiotas.

Mas podem-me dizer: “oh João, mas são pessoas que não estão à procura de emprego”. Ok, tudo bem. Mas para isso simplesmente não tenham LinkedIn, porque a vossa página não é vista só por empregadores. Imaginem lá que estão apaixonados e que a pessoa em causa vai ver o vosso perfil. Querem que ela fique a pensar que são uns totós?

Bem, mas vamos ao que interessa:

  1. Fotografia de perfil daquele casamento do primo de Torres Vedras em 2012.Mas que raio. Porque é que existem tantas pessoas que teimam em meter aquela foto típica do casamento? Elas com um penteado estranho e três quilos de maquilhagem, eles com a gravatinha púrpura da moda e em ambos os casos uma mãozinha de alguém que foi cortado da fotografia pousada no ombro.
  2. Se tiveste 12 não metas a nota final da licenciatura.A não ser que tenhas média de 18 é mega tótó meter a nota da licenciatura. Se ninguém te obriga a pô-la porque é que te vais vangloriar do teu 11,5 no curso de línguas e literaturas da universidade privada de Freixo de Espada à Cinta? Passa à frente!
  3. Vou ali ajudar umas crianças necessitadas a ver se saco um estágio.Eu sei que esta rede social até tem um campo específico para preencher com o voluntariado. Mas sejamos sinceros, ajudar o próximo é uma coisa que fazemos para melhorar a vida de outras pessoas. Agora tentar sacar um emprego à custa disso? Já não bastam aquelas fotos ridículas de São Tomé no Facebook a provares ao mundo que és boa pessoa?
  4. Destacar o Erasmus como se fosse uma licenciatura à parte.Se fores betinho, tendes a destacar no teu perfil aquele Erasmus que fizeste em Itália ou o Sócrates que fizeste no Rio de Janeiro. Se fores remediado provavelmente não passaste de Salamanca ou Madrid.
    Vamos lá perceber uma coisa, o teu Erasmus faz parte da tua licenciatura. Não é um curso à parte e não precisa de ser destacado como tal. Aliás, os empregadores não são burros e sabem que só lá estiveste a beber copos. Portanto, a não ser que estejas à procura de uma posição na Sogrape ou na Primedrinks esquece destacar essa pseudo experiência académica.
  5. Queres mesmo meter que o teu contacto é o hotgirlamadora1987@hotmail.com ?Imagina que tens um perfil super profissional. Imagina ainda que o tipo dos Recursos Humanos daquela empresa onde sempre sonhaste trabalhar ficou encantado com ele. Para quê estragar tudo com o endereço de mail que criaste quando tinhas 15 anos propositadamente para te registares no Hi5?
  6. O Linked In não é o Tinder. Não mandes mensagens à toa para tipos que não são da tua área.Todos já vimos a nossa caixa de mensagens do LinkedIn ser invadida por mensagens de pessoas que nada têm a ver com a nossa área. Para que é que um tipo de uma empresa de aplicação de linóleos me há de contactar a mim que sou publicitário? O que é que podemos fazer um pelo outro?
  7. Ser presidente da associação de estudantes não é um emprego.O LinkedIn tem uma parte específica para falares da tua vida associativa. Porque raio é que vais meter na tua experiência profissional que foste presidente de uma associação de estudantes?
    Eu sei que quando eras caloiro alguém te disse que isso seria brutal para o teu currículo – a mim também me fizeram o mesmo – mas acredita que a única coisa em te valorizou foi na arte de tirar imperiais e negociar o cachet de músicos pimba.

Em suma, caso não queiras parecer um tótó evita estes erros. A maior parte deles são evitáveis através de uma super qualidade que nunca está nas biografias profissionais: bom senso!

Se cumprires à risca estes conselhos podes nem arranjar emprego. Mas pelo menos vais transparecer que o teu perfil é real e parafraseando o Woody Allen: “A realidade é chata, mas ainda é o único lugar onde se pode comer um bom bife”.

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