Sonae fatura mais de 5,6 mil milhões no semestre com “excelentes resultados” do retalho alimentar
Empresa reportou receitas recorde, destacando que evolução reflete o crescimento dos negócios nacionais e internacionais, ganhos de eficiência e constante investimento. Lucros sobem 20%.
A Sonae fechou o primeiro semestre com um resultado líquido de 123 milhões de euros, o que representa uma subida de 20,5% face ao período homólogo, e receitas de 5,6 mil milhões de euros, acima dos 5,3 mil milhões no mesmo período do ano passado. “Esta evolução reflete o crescimento dos negócios nacionais e internacionais, os ganhos de eficiência, o constante investimento no desenvolvimento dos negócios e a forte solidez financeira”, justifica a empresa da Maia em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
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Enquanto o volume de negócios voltou a tocar máximos, o EBITDA aumentou 14,4% para 600 milhões de euros até junho, enquanto o EBITDA subjacente subiu 13,3% para 536 milhões, na primeira metade do ano.
“É com satisfação que partilho que a Sonae alcançou resultados muito positivos no segundo trimestre de 2026, dando continuidade à dinâmica favorável dos últimos meses e reforçando, uma vez mais, a solidez do nosso portefólio”, realça a CEO Cláudia Azevedo, citado no comunicado.
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"É com satisfação que partilho que a Sonae alcançou resultados muito positivos no segundo trimestre de 2026, dando continuidade à dinâmica favorável dos últimos meses e reforçando, uma vez mais, a solidez do nosso portefólio.”
“Os nossos negócios continuaram a crescer e a reforçar as suas posições de mercado através de melhorias significativas das propostas de valor para os nossos clientes”, destaca ainda a líder da empresa, sublinhando “novamente excelentes resultados” do retalho alimentar, “impulsionados pelo reforço da preferência dos clientes e pelo consequente crescimento dos volumes vendidos”.

A MC, que junta o retalho alimentar, saúde, beleza e bem-estar, registou um volume de negócios atingiu 4,4 mil milhões de euros, o que representa aumento de 7,9% face ao período homólogo, com o retalho alimentar a suportar.
Continente reforça liderança
O negócio de retalho alimentar da MC viu o volume de negócios crescer 6,8% no primeiro semestre, para 3,5 mil milhões de euros, sustentado pelo contínuo crescimento dos volumes. O Continente continuou a ganhar quota de mercado, apesar de a empresa realçar um “contexto altamente competitivo, em que os principais operadores mantiveram investimentos significativos em preço e comunicação”.
“O crescimento em termos comparáveis foi transversal a todos os formatos físicos, enquanto o canal online manteve um desempenho superior”, detalha o mesmo comunicado, dando ainda conta que nos primeiros seis meses do ano, o Continente abriu três novas lojas (dois Continente Bom Dia e um Continente Modelo).
Já o negócio de saúde e beleza da MC fechou o primeiro semestre com um volume de negócios de 906 milhões de euros, um crescimento de 12,3% face ao período homólogo.
Na área de eletrónica, o volume de negócios da Worten cresceu 7% face ao período homólogo, para 681 milhões, “refletindo uma sólida procura nas categorias principais de eletrónica e eletrodomésticos e impulsionado por um crescimento de volumes e por um crescimento de dois dígitos em serviços“.
Num ano em que a empresa fechou a compra de mais um trio de lojas de pet care na Noruega, no negócio de retalho de produtos e cuidados para animais de estimação, a Musti viu o volume de negócios aumentar 14,7% face ao período homólogo, para 277 milhões de euros, com um crescimento LfL de 3%.
No setor imobiliário, a Sierra beneficiou com o “crescimento contínuo do portefólio europeu de centros comerciais, pela expansão adicional dos serviços e pela execução consistente do pipeline de development“. A empresa adianta que o resultado direto aumentou 19% face ao período homólogo no segundo trimestre do ano, suportado pelo sólido desempenho operacional do portefólio de centros comerciais e pela contínua expansão do negócio de serviços.
A operadora NOS também registou um “sólido desempenho operacional” no segundo trimestre, contribuindo com 48 milhões de euros para as contas consolidadas da Sonae no primeiro semestre, através do método da equivalência patrimonial.
(Notícia atualizada às 17h30)
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