Sonae toca máximo após CaixaBank retomar avaliação com “target” de 2,90 euros. “Potencial de valorização atrativo”
Dona do Continente tocou pela primeira vez na história nos 2,155 euros, animada por research positivo do CaixaBank/BPI, que retomou a cobertura da empresa com um target que dá potencial de 39,4%.
As ações da Sonae somam e seguem. A empresa, que detém os supermercados Continente, tocou, esta quinta-feira, num máximo histórico, ao negociar pela primeira vez nos 2,155 euros. A animar a cotada está uma avaliação positiva por parte dos analistas do CaixaBank/BPI, que retomaram a cobertura das ações com um preço-alvo que confere um potencial de subida aos títulos superior a 39%.
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Os títulos da Sonae fecharam subir 2,65% para 2,13 euros, depois de terem chegado a tocar nos 2,155 euros, o que representa um recorde desde que a empresa se estreou em bolsa. As ações da companhia liderada por Cláudia Azevedo prolongam assim a tendência positiva que marcam o ano – títulos escalam mais de 32% em 2026 – e depois de já terem escalada mais de 76% em 2025.
Sonae supera pela primeira vez os 2,15 euros

O forte desempenho operacional da companhia tem-lhe valido a confiança dos analistas, que veem margem para que a empresa continue a subir. “Apoiada por um contexto macroeconómico resiliente na Península Ibérica, uma forte capacidade de geração de caixa e um historial comprovado de eficiente alocação de capital, a Sonae encontra-se bem posicionada para continuar a aumentar o seu NAV [valor líquido dos ativos, em português] e a melhorar a remuneração dos acionistas“, adianta uma análise do CaixaBank/BPI para a Sonae, a que o ECO teve acesso.
O banco retomou a cobertura das ações com um target de 2,90 euros, uma avaliação que representa uma margem de progressão de 39,4% face ao valor de fecho da última sessão (2,08 euros). “A combinação de um crescimento visível dos resultados, oportunidades internas de criação de valor e uma avaliação atrativa leva-nos a retomar a cobertura da ação com uma recomendação de ‘comprar’“, acrescenta a mesma nota assinada por Bruno Silva e Guilherme Macedo Sampaio.
“A Sonae evoluiu para uma holding de investimento com um portefólio diversificado, que combina ativos defensivos geradores de caixa com plataformas de maior crescimento“, defende a mesma análise.
Os analistas argumentam que “embora a Sonae MC continue a ser o principal pilar de criação de valor, a Bright Pixel e os investimentos mais recentes nas áreas de Saúde e Beleza (Druni/Arenal) e da Musti alargaram o perfil de crescimento do portefólio. Prevemos que o EBITDA cresça a uma taxa média anual composta (CAGR) de 6,8% entre 2025 e 2032, sustentado por uma forte execução no retalho, pela expansão das margens e pela melhoria da rentabilidade dos investimentos mais recentes”.
A Sonae fechou o último ano com um novo marco histórico de vendas, com as receitas a superarem pela primeira vez os 11 mil milhões de euros, enquanto os lucros aumentaram 11% para 247 milhões de euros e o EBITDA se fixou nos 1,2 mil milhões de euros.
“Apesar da forte valorização das ações desde 2024, o título continua a apresentar um potencial de valorização atrativo”, realçam os analistas, que consideram que o maior catalisador para a ação “é uma eventual saída da CVC da sua participação de 25% na Sonae MC“.
“Além de um possível IPO da Sonae MC, uma integração da empresa na Sonae SGPS (com uma participação entre 15% e 20%) poderia simplificar a estrutura societária, eliminar a diluição associada aos acionistas minoritários e aumentar a liquidez e a dimensão da holding cotada”, explicam.
Os especialistas apontam que há “ainda potencial adicional através do modelo de reciclagem de capital da Sierra, de uma maior otimização do portefólio (nomeadamente Worten e Salsa) e de eventuais desenvolvimentos ao nível da NOS“.
(Atualizada com valor de fecho)
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