Viagens dos portugueses ao estrangeiro disparam 30% no arranque do ano
Entre janeiro e março, o “lazer, recreio ou férias” motivou mais de metade das deslocações dos residentes a outros países, representando 543,7 mil do total de 923,8 mil viagens ao estrangeiro.
As viagens de portugueses ao estrangeiro registaram um crescimento homólogo de 30% nos primeiros três meses de 2026, para um total de 923,8 mil, enquanto as deslocações dentro de território nacional aumentaram apenas 3,4% no mesmo período, totalizando 4,6 milhões.
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Os dados, divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), mostram que o total de viagens realizadas pelos residentes foi de 5,6 milhões no primeiro trimestre, mais 7% do que um ano antes, com as deslocações ao estrangeiro a explicarem 58,5% desse aumento.
Apesar de todos estes indicadores terem aumentado, somente as viagens dos portugueses ao estrangeiro tiveram uma aceleração — de 14,3 pontos percentuais — face ao crescimento observado no trimestre anterior. No caso das viagens em território nacional, houve um abrandamento de 9,4 pontos percentuais, enquanto o total das viagens realizadas no primeiro trimestre registou uma desaceleração de 6,2 pontos percentuais comparativamente ao período de outubro a dezembro de 2025.
Evolução homóloga das viagens dos portugueses a nível trimestral e por destino:

O gabinete estatístico detalha que 83,4% das deslocações dos portugueses entre janeiro e março ocorreram em território nacional, pelo que 16,6% tiveram como destino outro país.
O número de viagens aumentou em todos os meses do trimestre: +3,7% em janeiro; +7,9% em fevereiro; e +9,6% em março. Como assinala o INE, os resultados mensais do trimestre poderão ter sido influenciados pela estrutura móvel do calendário, ou seja, pelos efeitos associados aos períodos de Carnaval (17 de fevereiro) e da Páscoa (5 de abril).
O principal motivo das deslocações dos turistas nacionais nos primeiros três meses do ano foi “visita a familiares ou amigos”, correspondendo a 2,4 milhões de viagens (+14,3%), seguindo-se as que se deveram a “lazer, recreio ou férias” (+7,9%), num total de 2,3 milhões.
Já as viagens por motivos “profissionais ou de negócios”, com um peso menor, de 10,1%, nas deslocações dos residentes, totalizando 560,1 mil, foram o único segmento que decresceu (-13,5%).
Nas deslocações em território nacional, a “visita a familiares e amigos” foi a principal motivação dos residentes para viajar (48,9% do total, 2,3 milhões de viagens), enquanto nas deslocações ao estrangeiro foi o “lazer, recreio ou férias” que motivou a maioria das viagens dos portugueses (58,9% do total, 543,7 mil viagens).
Entre janeiro e março, cada viagem teve uma duração média de 2,77 noites, o que compara com a média de 2,75 noites registada no mesmo período do ano passado. O mês de março destacou-se com a duração média mais longa (3,02 noites, contra 2,76 em março de 2025) e fevereiro com a mais baixa (2,61 noites; 2,82 em igual mês de 2025) — sendo este o único mês do trimestre em que se registou um decréscimo da duração média.
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