Finlândia restringe espaço aéreo e marítimo por receio de drones vindos da Ucrânia
É a terceira vez em menos de um mês que as Forças Armadas finlandesas encerram temporariamente tráfego aéreo e marítimo, devido ao aumento dos ataques de drones ucranianos contra alvos russos.
Helsínquia suspendeu hoje temporariamente o tráfego aéreo e marítimo na parte oriental do Golfo da Finlândia, uma área próxima de território russo, devido ao risco de passagem de drones ucranianos lançados contra a Rússia.
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As Forças de Defesa da Finlândia receiam que os aparelhos aéreos não tripulados das Forças Armadas da Ucrânia possam inadvertidamente invadir o espaço aéreo finlandês.
O comando militar finlandês indicou que a “zona de espaço aéreo temporariamente restrita” estende-se desde Loviisa — cidade situada a 78 quilómetros a leste de Helsínquia — até à fronteira com a Rússia.
A assessoria de imprensa do Estado-Maior disse à emissora finlandesa YLE que o encerramento das águas territoriais e do espaço aéreo é necessário para permitir o abate, em segurança, de quaisquer drones que possam desviar-se e atingir a Finlândia.
Os militares finlandeses mobilizaram caças e navios de guerra para monitorizar a área e neutralizar drones ucranianos, em caso de necessidade.
Segundo os meios de comunicação finlandeses, Alexander Drozdenko, governador da região russa de Leninegrado, relatou nas redes sociais que a região tinha sido alvo de um ataque de drones hoje de manhã e que as defesas aéreas da Rússia tinham abatido três aparelhos aéreos não tripulados da Ucrânia.
Tratou-se da terceira vez em menos de um mês que as Forças Armadas finlandesas encerram temporariamente a área ao tráfego aéreo e marítimo, devido ao aumento dos ataques de drones ucranianos contra alvos em São Petersburgo e na região de Leninegrado, na Rússia.
O caso mais recente ocorreu na madrugada da passada sexta-feira, quando a Ucrânia lançou ataques simultâneos contra armazéns da Wildberries — empresa conhecida como a “Amazon russa” — em São Petersburgo, na região de Leninegrado, em Simferopol e em Tver.
A Finlândia e outros países aliados da Ucrânia na região registaram desde janeiro vários incidentes em que drones ucranianos entraram inadvertidamente nos respetivos espaços aéreos durante ataques contra alvos russos, resultando no abate dos aparelhos militares.
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