Rússia anuncia abate de 178 drones ucranianos, Kiev denuncia novos ataques russos
Volodymyr Zelensky denunciou "ataques" que terão atingido infraestruturas civis "mesmo antes do soar da sirene de alerta aéreo".
As defesas aéreas russas abateram 178 drones ucranianos de longo alcance durante a noite sobre oito regiões da Rússia, Crimeia e os mares Negro e de Azov, não havendo relatos de danos em infraestruturas críticas, anunciaram hoje as autoridades.
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“Durante a noite as defesas aéreas intercetaram e abateram 178 drones ucranianos de asa fixa”, afirmou o Ministério da Defesa russo numa nota publicada no MAX, a rede de mensagens russa.
De acordo com o comando militar, os engenhos foram neutralizados sobre as regiões russas de Bryansk, Kaluga, Rostov, Smolensk, Tver, Adiguésia, região de Moscovo, Krasnodar e península ucraniana anexada da Crimeia, bem como sobre os mares Negro e de Azov.
Durante a noite, nenhum órgão de comunicação russo ou ucraniano noticiou qualquer dano nas infraestruturas críticas russas, o principal alvo dos ataques de Kiev, que visam abrandar a máquina de guerra russa com os seus ataques de retaguarda em profundidade.
Já este sábado de manhã, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, denunciou “ataques” que terão atingido infraestruturas civis “mesmo antes do soar da sirene de alerta aéreo” e que, além da capital, as regiões de Odessa, Sumy, Kharkiv e Chernihiv também foram afetadas.
Segundo as autoridades ucranianas, pelo menos 11 pessoas, incluindo uma criança, ficaram feridas em consequência na onda de ataques que terá atingido edifícios residenciais e comerciais.
A este número junta-se a pelo menos um morto e 29 feridos, incluindo um menor, resultantes de bombardeamentos anteriores lançados pela Rússia na noite de sexta-feira contra a região de Zaporizhzhia.
Zelensky afirmou que a Rússia lançou mais de 120 drones e 12 mísseis, seis deles mísseis balísticos que conseguiram penetrar as defesas ucranianas, razão pela qual o Presidente ucraniano insistiu para que o seu país assinasse o mais rapidamente possível os acordos de licenciamento para fabricar os seus próprios sistemas de defesa aérea Patriot, acordos que tem vindo a solicitar há meses.
Os ataques noturnos da Rússia sobre a Ucrânia foram confirmados pelas autoridades russas.
“Durante a noite, as Forças Armadas da Rússia lançaram múltiplos ataques com armas de precisão e de longo alcance, disparadas por terra e ar, bem como com drones”, afirmou o Ministério da Defesa numa nota publicada no MAX.
Os ataques terão tido como alvo instalações do complexo militar-industrial ucraniano em Kiev, que se dedicam à produção e ao armazenamento de drones de longo e médio alcance.
Moscovo acrescentou que “instalações de infraestruturas portuárias em Odessa, Chornomorsk e Izmail, na região de Odessa, utilizadas para o transporte e armazenamento de carga militar, combustível e lubrificantes”, também foram atacadas.
Em particular, o Ministério da Defesa russo informou que, em Kiev, a empresa Aerodron, especializada no fabrico dos veículos aéreos não tripulados (VANT) pesados de longo alcance E-300 Enterprise e D-80 Discovery, foi atacada, assim como a empresa Fanplit, dedicada à montagem e armazenamento dos drones Fair Point 2, com um alcance de 200 quilómetros, e dos seus componentes.
Segundo o comando russo, esta última apresentava-se como uma empresa civil produtora de madeira prensada e de mobiliário, o que lhe permitia ocultar as suas verdadeiras atividades e transportar cargas clandestinamente.
Na região de Odessa, foi atacado o porto de Chornomorsk que movimenta 90% das exportações agrícolas da Ucrânia, sendo considerado um centro logístico fundamental para o fornecimento de carga militar e combustível ao exército Ucraniano.
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