Valor da avaliação bancária das casas abranda para 16,6% em junho

Em linha com o abrandamento dos preços, o INE revela ainda que a máquina de avaliações dos bancos também perdeu fôlego em junho, registando uma queda de 5,5% face aos números de maio.

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  • O valor das avaliações bancárias das casas apresentou um abrandamento em junho face a maio, com o valor mediano de avaliação a fixar-se em 2.228 euros por metro quadrado, um aumento homólogo de 16,6%.
  • O número de avaliações bancárias para crédito à habitação caiu 5,5% em junho face a maio, totalizando 33.595, embora tenha crescido 3% em comparação com o ano anterior.
  • A Grande Lisboa e o Algarve continuam a ser as regiões mais caras, enquanto o Alentejo e o Centro apresentam os valores mais baixos, refletindo desigualdades regionais no mercado imobiliário.
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O ritmo de subida do valor das casas em Portugal, medido através da avaliação bancária, deu sinais de travagem em junho.

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O Instituto Nacional de Estatística (INE) revela que o valor mediano de avaliação bancária na habitação fixou-se em 2.228 euros por metro quadrado (euros/m²) no mês passado — 20 euros face a maio –, que se traduz num aumento homólogo de 16,6% e que compara com um crescimento de 17,1% registados em maio.

Este abrandamento é acompanhado por uma travagem no número de avaliações realizadas pelos bancos no âmbito de pedidos de crédito à habitação, com o INE a notar que, em junho, foram contabilizadas 33.595 (repartidas entre 20.893 apartamentos e 12.702 moradias), menos 5,5% face a maio.

Ainda assim, quando comparado com junho de 2025, este indicador cresceu 3%, mostrando que a atividade de crédito à habitação continua, no cômputo homólogo, a ganhar terreno.

O INE justifica a moderação no crescimento do valor mediano das avaliações por uma questão estatística. “Apesar de as avaliações de apartamentos como as de moradias terem aumentado 1,3% e 1,2% face ao mês anterior, respetivamente, a variação do indicador global fica atenuada por se tratar de uma mediana de valores de avaliação”, lê-se no comunicado.

No plano das tipologias, tanto as moradias como os apartamentos continuam a registar subidas homólogas, mas são os apartamentos que mais pressão fazem sobre os valores das avaliações.

  • De acordo com o INE, o valor mediano de avaliação de um apartamento situou-se em 2.613 euros por metro quadrado em junho, 18,3% acima do valor de há um ano, com Grande Lisboa (3.411 euros/m²) e Algarve (2.988 euros/m²) a liderarem a tabela de valores mais elevados
  • No canto oposto estão as regiões do Alentejo (1.711 euros/m²) e Centro (1.713 euros/m²) registaram os montantes mais baixos. Por tipologia, o T1 subiu 23 euros para 3.302 euros/m², o T2 avançou 53 euros para 2.694 euros/m² e o T3 aumentou 24 euros para 2.253 euros/m², sendo que estas três categorias representaram 92,6% de todas as avaliações de apartamentos feitas no período.

Nas moradias, o valor mediano ficou em 1.600 euros por metro quadrado, um crescimento homólogo de 15,2%, com a Grande Lisboa (2.900 euros/m²) e o Algarve (2.795 euros/m²) novamente no topo, e o Centro (1.153 euros/m²) e o Alentejo (1.276 euros/m²) a apresentarem os valores mais baixos do país.

Entre as tipologias, o T2 subiu 22 euros para 1.601 euros/m², o T3 aumentou 20 euros para 1.551 euros/m² e o T4 cresceu 13 euros para 1.685 euros/m², concentrando estas três tipologias 88,1% das avaliações de moradias realizadas em junho.

A nível regional, o INE destaca a Região Autónoma dos Açores como aquela onde a valorização foi mais acentuada, tanto na comparação mensal (3,1%) como na homóloga (24,0%), sem que se tenha registado qualquer descida no arquipélago.

Já em termos de valor absoluto, é a Grande Lisboa que continua a destacar-se como a região mais cara do país, seguida do Algarve, um padrão que se mantém tanto para apartamentos como para moradias.

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