BAE Systems lança caça não tripulado para reforçar programa de defesa britânico

  • Tiago Martins d'Oliveira
  • 22 Julho 2026

A britânica BAE Systems revelou o Brontanax, um caça não tripulado que deverá voar em 2027 e integrar o programa soberano do Reino Unido para aeronaves autónomas de combate.

A britânica BAE Systems apresentou um caça não tripulado desenvolvido para operar em conjunto com aeronaves tripuladas, o Brontanax, reforçando a aposta do Reino Unido no desenvolvimento de capacidades autónomas para combate aéreo. O modelo deverá iniciar os primeiros testes de voo em 2027. Segundo o secretário da Defesa britânico, Wes Streeting, o anúncio do programa marca um “momento histórico”.

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“Vamos adotar isso como o nosso demonstrador de conceito operacional e vamos colocá-lo no ar em 2027“, afirmou durante a apresentação do modelo no Farnborough International Airshow, que decorre no Reino Unido, citado pela Reuters.

O novo sistema enquadra-se na categoria dos Collaborative Combat Aircraft (CCA), concebidas para acompanhar caças tripulados em missões de combate, reconhecimento, guerra eletrónica ou ataque, funcionando como multiplicadores de força.

Frequentemente designadas por loyal wingmen, estas aeronaves são apontadas por várias forças aéreas ocidentais como uma das principais apostas para os futuros cenários de conflito, num contexto marcado pela guerra na Ucrânia e pelo aumento das tensões internacionais.

O diretor executivo da BAE Systems, Charles Woodburn, explicou à agência de notícias que a empresa decidiu avançar com o desenvolvimento da plataforma sem financiamento inicial do Governo britânico. “Colocámos o nosso dinheiro onde está a nossa convicção”, afirmou, acrescentando que a empresa identificou antecipadamente o potencial deste mercado e espera assegurar uma primeira encomenda por parte do Reino Unido, seguindo-se clientes europeus e do Médio Oriente.

Desenvolvido em colaboração com a Royal Air Force desde 2022, o Brontanax já dispõe de um protótipo totalmente montado nas instalações da empresa em Warton, no noroeste de Inglaterra. Sem o mesmo otimismo que o secretário da Defesa do Reino Unido, a BAE prevê que a aeronave possa entrar ao serviço até 2030.

A empresa estima que o novo caça não tripulado ofereça entre 70% e 80% das capacidades de um caça convencional, mas por menos de 25% do seu custo, apontando para um preço na ordem dos 25 milhões de dólares por unidade. A plataforma foi concebida com arquitetura aberta e desenho modular, permitindo atualizações de software e integração de novos sistemas ao longo da sua vida útil.

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