Lockheed Martin prepara míssil Patriot de baixo custo

  • Tiago Martins d'Oliveira
  • 20 Julho 2026

A Lockheed Martin vai lançar um novo míssil Patriot que custa menos de metade do modelo atual para responder à ameaça dos drones, apostando na coprodução com parceiros industriais europeus.

A Lockheed Martin, empresa norte-americana na corrida para renovar os caças da Força Aérea Portuguesa, vai desenvolver uma nova versão de baixo custo do míssil Patriot, procurando responder à crescente procura por sistemas de defesa aérea mais baratos e capazes de serem produzidos em mais escala.

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O novo intercetor, designado PAC-3 Adapted Capability Effector (ACE), deverá custar menos de metade dos atuais PAC-3 MSE, cujo preço ronda os quatro milhões de dólares (cerca de 3,5 milhões de euros) por unidade, segundo documentos orçamentais do exército dos Estados Unidos.

“Os militares norte-americanos e aliados precisam de uma solução que seja simultaneamente testada em combate e sustentável do ponto de vista orçamental”, afirmou Tim Cahill, presidente da divisão de Mísseis e Controlo de Fogo da Lockheed Martin, durante a abertura do Farnborough International Airshow no Reino Unido, citado pelo Financial Times.

A fabricante norte-americana revelou que pretende desenvolver e fabricar o novo míssil em conjunto com parceiros industriais dos Estados Unidos e da Europa, num contexto marcado pela guerra na Ucrânia e pela proliferação de drones de ataque.

Na cimeira NATO em Ancara, Donald Trump anunciou que Washington vai conceder à Ucrânia licença para produzir mísseis Patriot no seu território, para reforçar a capacidade de Kiev travar ataques aéreos russos e reduzir a dependência do fornecimento externo de mísseis intercetores.

A procura pelos sistemas norte-americanos disparou desde a invasão russa da Ucrânia, reduzindo significativamente os stocks disponíveis entre os aliados ocidentais. Em paralelo, o conflito no Médio Oriente evidenciou que utilizar mísseis de alto custo de produção para intercetar drones baratos — como os drones iranianos Shahed — tornou-se economicamente insustentável.

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