Pensões, revisão constitucional e fundos europeus. PS define prioridades para negociar OE2027

  • ECO
  • 23 Julho 2026

Secretário-geral do PS diz que a defesa dos valores constitucionais e da segurança das pensões integram as matérias prioritárias para os socialistas viabilizarem proposta orçamental do próximo ano.

José Luís Carneiro diz que na negociação do Orçamento do Estado para 2027 (OE2027) continua “tudo em aberto”, mas identifica a defesa dos valores constitucionais e a segurança das pensões como as principais prioridades do PS. Em entrevista ao Público e à rádio Renascença, o líder socialista afirma que pretende voltar a reunir-se com o primeiro-ministro para discutir o OE, bem como temas ligados à segurança e defesa.

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Entre as matérias que o PS considera essenciais estão ainda a continuidade dos projetos financiados pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) e a preparação do próximo quadro comunitário, por considerar que dele dependerá uma parte significativa do investimento público. Carneiro defende também que o Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social deve continuar a garantir o financiamento das pensões, rejeitando alterações que possam colocar esse objetivo em causa.

Embora recuse falar em “linhas vermelhas”, o secretário-geral do PS admite que estas matérias terão peso na avaliação do partido ao Orçamento. Questionado sobre o sentido de voto dos socialistas, responde que “todas as hipóteses” permanecem em aberto e que a posição dependerá da proposta que o Governo vier a apresentar e dos compromissos que forem alcançados durante as negociações.

No plano constitucional, Carneiro considera “inegociável” qualquer tentativa de remover os limites materiais à revisão da Constituição, embora manifeste a convicção de que o Governo não procurará um entendimento com o Chega nessa matéria. O líder socialista insistiu ainda na mesma entrevista que o Executivo deve concentrar-se em responder aos problemas do país, como a habitação, a saúde e a educação, em vez de priorizar uma revisão constitucional.

Sobre a polémica que envolve o ministro da Administração Interna, José Luís Carneiro considera que Luís Neves terá de demonstrar que as decisões que tomou são “compatíveis com a legalidade e a ética”. O líder do PS diz ainda que não pede a demissão do ministro da Educação na sequência do caos nos exames nacionais, por considerar que essa é uma decisão que cabe ao primeiro-ministro. Mas sustenta que, à luz dos critérios da meritocracia, Fernando Alexandre “não preencheria as condições para continuar no cargo”.

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