Lucros do grupo Ramada sobem 31,6% até junho, mas receitas caem 12%
Já as receitas caíram 12,2% "essencialmente" devido ao efeito da venda, em 2025, “dos imóveis arrendados à Socitrel e a consequente perda da sua contribuição para as receitas do grupo".
O grupo Ramada encerrou o primeiro semestre com um resultado líquido consolidado atribuível aos acionistas de 2,9 milhões de euros, um aumento de 31,6% face ao período homólogo, segundo comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
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As receitas totais do grupo Ramada Investimentos e Indústria ascenderam a 5,7 milhões de euros até junho, o que representa um recuo de 12,2% face a igual período do ano passado.
Este desempenho deve-se “essencialmente” ao efeito da venda, em 2025, “dos imóveis arrendados à Socitrel e a consequente perda da sua contribuição para as receitas do grupo”, bem como à “mais-valia registada, em 2025, com a alienação do armazém de Palmela”, justifica. Já os custos totais ascenderam a 1,29 milhões de euros, um aumento de 75,7% face ao primeiro semestre de 2025.
“Esta evolução ficou a dever-se, por um lado, ao incremento dos encargos com conservação e reparação e, por outro, aos custos associados ao processo, atualmente em curso, de cancelamento das inscrições hipotecárias e das consignações de rendimentos que oneravam os prédios rústicos do grupo, na sequência da amortização dos financiamentos bancários ocorrida em 2024 e da subsequente emissão dos respetivos distrates, no final de 2025”, acrescenta.
Relativamente aos encargos com conservação e reparação, a empresa refere, por isso, o impacto dos custos decorrentes das tempestades Kristin e Marta, que assolaram a região Centro no início de fevereiro, sublinhando que “provocaram danos com alguma materialidade, em particular, nos imóveis industriais do Grupo Ramada localizados em Vieira de Leiria e na Marinha Grande, tendo-se registado ainda danos, de menor expressão, no imóvel sito em Ovar”.
“Na sequência destes eventos, o grupo promoveu, de imediato, todas as intervenções necessárias à reparação dos imóveis afetados, assegurando a rápida reposição das respetivas condições de operacionalidade, a continuidade da atividade desenvolvida pelos arrendatários e a preservação do valor dos ativos”, adianta o grupo.
No primeiro semestre do ano, o EBITDA (resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações) caiu 25%, em comparação com o período homólogo, para 3,789 milhões de euros.
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