Sondagem. Maioria dos portugueses não vê Governo como reformista. E divide-se sobre regresso de Passos Coelho
Seis em cada dez portugueses não reconhecem capacidade reformista ao Governo de Luís Montenegro. Já sobre um eventual regresso de Pedro Passos Coelho a São Bento, as opiniões dividem-se.
A maioria dos portugueses considera que o Governo de Luís Montenegro tem pouca ou nenhuma capacidade para concretizar reformas estruturais, segundo uma sondagem da Gfk divulgada esta quinta-feira pelo Expresso e pela SIC. Ainda assim, os inquiridos não convergem na hipótese de um regresso de Pedro Passos Coelho à liderança do Executivo, dividindo-se entre os que acreditam que faria melhor, pior ou praticamente o mesmo do que o atual primeiro-ministro.
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Embora a avaliação global do Governo permaneça relativamente equilibrada – com 40% de classificações positivas e 36% de negativas –, a perceção muda quando os portugueses são questionados sobre a sua capacidade reformista. Apenas 5% atribuem ao Executivo “muita capacidade” para promover reformas estruturais e 32% consideram que tem “alguma”. Em sentido contrário, 60% entendem que o Governo revela “pouca ou nenhuma” capacidade para concretizar mudanças de fundo no país.
A sondagem procurou também perceber se Pedro Passos Coelho seria, nesta altura, um melhor primeiro-ministro do que Luís Montenegro. Os resultados mostram um eleitorado sem uma preferência clara. A resposta mais frequente foi a de que o antigo líder do PSD teria um desempenho semelhante ao do atual chefe do Governo (32%). Já 27% consideram que Passos Coelho seria um primeiro-ministro melhor, enquanto 28% defendem que teria um desempenho pior do que Montenegro.
O estudo avaliou ainda a perceção dos portugueses sobre a deslocação de Luís Montenegro aos Estados Unidos e ao Canadá para assistir a três jogos da seleção nacional: 60% dos inquiridos discordam da decisão do primeiro-ministro, contra apenas 35% que a consideram adequada.
A mesma sondagem revela ainda um desgaste da imagem do ministro da Educação, Fernando Alexandre, durante a crise provocada pelos atrasos na correção dos exames nacionais. O inquérito, realizado entre 13 e 20 de julho, mostra que apenas 31% fazem uma avaliação positiva do desempenho do ministro, enquanto 42% lhe atribuem uma classificação negativa. A pontuação média obtida por Fernando Alexandre é de 3,5 valores, numa escala de zero a 10.
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