Reino Unido, Itália e Japão aceleram caça de sexta geração com contrato de 5,4 mil milhões
O Reino Unido, Itália e Japão adjudicaram um contrato de 5,4 mil milhões de euros à Edgewing para desenvolver o caça de sexta geração GCAP, que deverá entrar ao serviço em 2035.
Reino Unido, Itália e Japão adjudicaram um contrato de 4,6 mil milhões de libras (cerca de 5,4 mil milhões de euros) à Edgewing, marcando a passagem do programa Global Combat Air Programme (GCAP) para uma nova fase de desenvolvimento do futuro caça de sexta geração. O anúncio do governo britânico surge após o primeiro-ministro, Keir Starmer, ter apresentado o Plano de Investimento em Defesa.
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“O Global Combat Air Programme vai dotar os nossos pilotos de um caça furtivo de última geração. A assinatura deste contrato de 4,6 mil milhões de libras com Itália e Japão representa um passo importante rumo à concretização desse objetivo”, afirmou o ministro britânico para a Preparação da Defesa, Luke Pollard, citado pela Reuters.
O GCAP é desenvolvido pela Edgewing — consórcio industrial formado pela BAE Systems, a italiana Leonardo e a Japan Aircraft Industrial Enhancement, apoiada pela Mitsubishi Heavy Industries — tendo como objetivo colocar em operação um novo caça furtivo de sexta geração até 2035.
O programa ganha especial relevância após o colapso do projeto franco-alemão de caça de nova geração, abrindo espaço para integrar novos parceiros e reforçar a sua posição como principal iniciativa internacional para o desenvolvimento de aeronaves de combate avançadas.
Em junho, o diretor executivo da italiana Leonardo, Lorenzo Mariani, demonstrou estar disponível para integrar a Alemanha no programa o que, apesar de provocar alguns atrasos, traria benefícios a longo prazo.
Também o Canadá anunciou querer fazer parte do programa do Reino Unido, Itália e Japão como observador, numa tentativa de diversificar compras no setor da defesa e fortalecer laços com novos parceiros comerciais.
Contudo, qualquer alargamento do GCAP terá de ser aprovado pelos três membros fundadores, embora os responsáveis pelo programa já tenham admitido diferentes níveis de participação para futuros parceiros.
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