Fatura média da água sobe pelo quinto ano. Em que concelhos se paga menos e mais
Fatura média da água tem vindo a subir nos últimos cinco anos, com grande contraste entre municípios. Castro Daire tem fatura mais barata e Grândola a mais cara. Variam entre os 9,62 e os 51,39 euros.
A fatura da água em Portugal voltou a subir em 2026, marcando o quinto ano consecutivo de aumento. Em média, esta fatura tem um valor de 34,65 euros, embora varie consideravelmente de município para município. A separar a fatura mais barata no país e a mais cara estão quase 42 euros.
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Em 2026, o encargo tarifário médio das famílias para um consumo doméstico de 10 metros cúbicos é de 34,65 euros, estima a Entidade Reguladora dos Serviços de Água e Resíduos (ERSAR). Deste valor, 14,04 euros correspondem ao abastecimento de água — 41% –, 11,26 euros ao saneamento de águas residuais — 32% — e 9,35 euros à gestão de resíduos urbanos — 27%.
Desde 2021 que a subida do valor médio cobrado na fatura da água tem vindo a aumentar consistentemente. A tendência de subida vem, aliás, pelo menos desde 2017, tendo apenas sido interrompida de 2020 para 2021, quando o encargo desceu ligeiramente. A partir desse ano registou-se outra mudança: os valores passaram a ser apresentados com a inclusão do IVA e taxas ambientais respetivas. Em 2017 — ano no qual começa a série partilhada pelo regulador — estava nos 24 euros. Em 2021 marcava os 25,43 cêntimos, registando-se uma descida ligeira de cinco cêntimos face a 2020. Desde então, como pode observar no gráfico abaixo, a trajetória tem sido ascendente.

Estes números são avançados, contudo, com base nos dados disponíveis a 30 de junho, pelo que os atuais máximos e mínimos ainda poderão sofrer alterações, ressalva a ERSAR.
Contraste grande entre municípios
“Por se tratar de uma média ponderada para Portugal Continental, o encargo efetivamente suportado pelos utilizadores varia em função do município, da entidade gestora, do tarifário aplicável e do perfil de consumo“, ressalva o regulador. As diferenças são, aliás, visíveis no mapa interativo disponibilizado pela ERSAR, ou na ferramenta na qual pode pesquisar preços concelho a concelho.

Grândola, que tem mais que uma entidade gestora a cobrar os serviços de água e resíduos, apresenta a fatura média mais cara, que chega aos 51,39 euros. Contudo, no mesmo município, é também cobrada uma fatura cujo valor não chega a metade do cobrado nas localidades que integram o ‘top 10’ das faturas mais caras. Se a Infratróia cobra a fatura com o valor mais elevado do país, a Câmara Municipal de Grândola fica-se pelos 21,76 euros mensais, abaixo da média nacional.
No extremo oposto, encontra-se Castro Daire, que cobra em média apenas 9,62 euros pelos serviços de água e resíduos. O grupo das 10 localidades que cobram menos pela fatura da água é fechado por Aljezur, que regista a média de 15,10 euros.

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