Ryanair lucra menos com combustível mais caro e bilhetes mais baixos

  • Lusa
  • 20 Julho 2026

A companhia aérea obteve um lucro de 538 milhões de euros no primeiro trimestre fiscal, entre abril e junho, menos 34% do que no mesmo período do exercício anterior.

ECO Fast
  • A Ryanair registou um lucro de 538 milhões de euros no primeiro trimestre fiscal, uma queda de 34% em relação ao ano anterior, devido a custos elevados.
  • Apesar de um aumento de 6% no tráfego de passageiros, a companhia enfrentou uma redução de 6% nas tarifas aéreas e um aumento de 11% nos custos operacionais, atingindo 3.810 milhões de euros.
  • A Ryanair prevê um crescimento de 4% no tráfego de passageiros para o exercício fiscal, mas os custos futuros dependerão do preço do combustível não coberto.
Pontos-chave gerados por IA, com edição jornalística.

A companhia aérea Ryanair obteve um lucro de 538 milhões de euros no primeiro trimestre fiscal, entre abril e junho, menos 34% do que no mesmo período do exercício anterior. Embora o tráfego de passageiros tenha aumentado 6% no período em análise, atingindo os 61,3 milhões, a companhia atribuiu a queda nos lucros ao aumento do preço do combustível e a uma redução de 6% nas tarifas aéreas.

A Ryanair explicou que incentivou a venda de bilhetes a preços mais baixos devido ao conflito no Médio Oriente, o que provocou “cautela” entre os consumidores, preocupação com uma possível escassez de combustível para a aviação na União Europeia (UE), incerteza económica e “reservas tardias”.

Citado em comunicado, o CEO da Ryanair, Michael O’Leary, revelou que os custos operacionais aumentaram 11%, para 3.810 milhões de euros, devido ao “forte” aumento de 20% do preço do combustível não coberto pela companhia aérea, que duplicou no primeiro trimestre.

“A política conservadora da Ryanair em matéria de combustível, com 80% do exercício fiscal de 2027 coberto a um preço aproximado de 67 dólares por barril, protege os lucros do grupo e amplia a vantagem face aos restantes concorrentes da UE”, afirmou, ainda assim, o líder da companhia aérea.

A este respeito, o CEO salientou que, aproveitando as quedas no preço do petróleo bruto, a companhia alargou a cobertura de combustível para o exercício de 2028, de modo a ter 15% do consumo coberto a um preço de cerca de 85 dólares por barril.

Neste contexto, O’Leary informou que as receitas totais da Ryanair cresceram apenas 1% entre abril e junho, atingindo os 4.380 milhões de euros, enquanto a receita por passageiro caiu 5% devido à referida redução no preço dos bilhetes.

Para o exercício fiscal, que termina em março próximo, a Ryanair mantém uma previsão de crescimento do tráfego de passageiros de 4%, atingindo 216 milhões de utilizadores anuais. Ainda assim, os custos unitários finais dependerão do preço dos 20% de combustível não coberto para os últimos três trimestres do exercício, referiu a companhia aérea.

Em maio, a transportadora informou que liquidou toda a dívida contraída em 2021, na sequência da emissão de um título para angariar 1.200 milhões junto dos investidores e financiar-se durante a crise da pandemia de coronavírus.

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