Fenprof diz que ainda há professores “à espera de itens para corrigir” e apresenta queixa na PGR
No dia em que as notas dos exames nacionais deverão ser afixadas, a FENPROF garante que ainda há professores à espera de itens para corrigir e entrega uma queixa na PGR para apurar responsabilidades.
No dia em que é esperado que as notas dos exames nacionais sejam afixadas nas escolas, a Federação Nacional dos Professores (Fenprof) avisa que ainda há docentes à espera de receber itens para corrigirem as provas em falta. Em declarações aos jornalistas, José Feliciano Costa, secretário-geral da FENPROF, afirmou ter informações de que “hoje de manhã há professores à espera de itens para corrigir”.
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José Feliciano Costa falava à porta da Procuradoria-Geral da República (PGR), onde a Fenprof se prepara para entregar uma queixa “para apurar responsabilidades políticas e técnicas”, por entender que, em todo este processo dos exames nacionais, existe uma “prática de ilícito criminal porque não são dadas todas as condições [aos professores]”, sublinhou o secretário-geral da Fenprof .
Questionado sobre a falta de professores classificadores para concluir a correção das provas, depois de o ministro da Educação, Inovação e Ciência, Fernando Alexandre, ter afirmado na quinta-feira que “não estamos a conseguir fechar as provas porque não há professores classificadores disponíveis”, José Feliciano Costa rejeitou essa explicação. O secretário-geral da Fenprof afirmou que essa versão já foi “desmentida” por associações de professores e garantiu que “há professores que se disponibilizaram e ainda nem sequer foram contactados”.
Este ano, os exames nacionais em papel estão a ser corrigidos digitalmente pela primeira vez. Para isso, as provas são digitalizadas, divididas por itens e distribuídas eletronicamente pelos professores através de plataformas informáticas. A transição para o novo modelo ficou, contudo, marcada por vários problemas técnicos. As falhas nas plataformas interromperam o processo de correção e levaram alguns docentes a receber provas incompletas, com páginas em falta ou respostas que não tinham sido carregadas para o sistema.
Perante estes constrangimentos, o Ministério da Educação prolongou o prazo de correção das provas de 10 para 15 de julho e adiou a divulgação dos resultados dos exames de 14 para 17 de julho. A segunda fase dos exames nacionais também foi adiada, passando a arrancar apenas a 20 de julho.
(Artigo atualizado às 9h52)
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