Privatização da TAP é “decisão estratégica que não deve ser confinada ao preço”
A cerca de duas semanas do fim do prazo para a entrega de propostas vinculativas, o ministro das Infraestruturas afirma que privatização exige "ponderação e descrição".
O ministro das Infraestruturas e Habitação salientou no Parlamento que a decisão sobre a privatização da TAP não pode estar confinada ao preço que vier a ser oferecido pelos concorrentes para adquirir 44,5% da companhia aérea.
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“Trata-se de uma decisão estratégica, que não deve ser confinada ao preço e que, por isto, exige ponderação e descrição”, afirmou Miguel Pinto Luz, que está a ser ouvido esta manhã numa audição regimental na Comissão de Infraestruturas, Mobilidade e Habitação do Parlamento.
O governante afirmou que “o processo de privatização da TAP terá novos desenvolvimentos até ao final deste mês”, com a entrega das propostas vinculativas. Na corrida estão os grupos Lufthansa e Air France-KLM, que entregaram propostas não vinculativas, e com quem o Governo reuniu nas últimas semanas. O grupo IAG, dono da Iberia e British Airways, acabou por ficar de fora.
Miguel Pinto Luz afirmou, na intervenção inicial, que a entrega das propostas vinculativas “é mais um passo importante neste processo, também ele fruto de consenso interpartidário, de moderação e pragmatismo”. “Sei que este é um dossiê que gera grande interesse e por isso deixo desde já a nota de que o Governo o continuará a gerir com muita calma e tranquilidade”.
Após a entrega das propostas vinculativas, o Governo poderá ainda pedir uma oferta final melhorada. A decisão sobre aquele que será o futuro parceiro industrial da TAP está prometida para setembro.
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