João Moreira Rato apontado para presidente da Pharol

  • ECO
  • 14 Julho 2026

Depois da renúncia de Luís Palha da Silva, o fundo Davidson Kempner propôs a nomeação de João Moreira Rato para presidente da Pharol na assembleia geral da empresa agendada para 30 de julho.

O fundo Davidson Kempener, que detém 19,56% do capital da Pharol através da Tavrion PT04, escolheu João Moreira Rato como novo presidente da empresa para o próximo mandato, que termina a 31 de dezembro de 2028. Berardo Amado e Rafaela Andrade também foram propostos para continuar na Pharol, segundo um comunicado enviado mercado esta terça-feira. A escolha da novo conselho de administração da antiga PT SGPS está marcada para a assembleia geral de 30 de julho.

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O antigo presidente do IGCP, João Moreira Rato, segundo a nota curricular publicada no site da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), acumula hoje vários cargos, entre os quais o de administrador não executivo na CGD, presidente do Instituto Português de Corporate Governance e consultor senior no Morgan Stanley.

Já a escolha de Bernardo Amado é de continuidade, uma vez que era até aqui o administrador financeiro (CFO) da Pharol. Rafaela Andrade também era administradora não-executiva da Pharol até esta segunda-feira, quando renunciou ao cargo. A Tavrion PT04 sugere ainda que os acionistas, na próxima AG, nomeiem João Ferreira Marques como administrador suplente.

No início da semana, Luís Palha da Silva tinha anunciado a saída da liderança da Pharol após mais de dez anos no cargo. Nos anos mais recentes, após a entrada da Davidson Kempner (que comprou a participação ao Novobanco), Palha da Silva tentou dar uma nova vida à Pharol, que tem um ativo superior a 90 milhões de euros, incluindo 28 milhões aplicados em ações e obrigações e outros 15 milhões em caixa.

Entre outros alvos, a Pharol anunciou que irá privilegiar investimentos em projetos “em estádios mais embrionários no ciclo de desenvolvimento dos negócios, com planos de expansão consistentes e claramente delineados, ou em empresas em dificuldades (stressed assets) mas com sólidos fundamentais” e com “alguma inclinação por áreas de telecomunicações ou tecnológicas”. Foi o que anunciou há dois anos, mas ainda estará a sondar oportunidades.

A estrutura acionista da Pharol voltou a registar mudanças na semana passada, com a Dualis, dos empresários nortenhos Eduardo Sardo e Gaspar da Silva, a tomarem uma posição de 5,4% na empresa.

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