FNS2026. “A saúde digital não veio substituir o físico, veio complementar”
A saúde digital deve ser vista como complementar aos cuidados presenciais e uma ferramenta para melhorar o acesso à saúde, defenderam especialistas no Fórum Nacional de Seguros. Assista aqui à talk.
A saúde digital deve complementar, e não substituir, os cuidados presenciais, contribuindo para melhorar o acesso aos serviços de saúde e a experiência dos utentes. Esta foi uma das principais ideias defendidas na talk “Da cobertura ao serviço: o papel da saúde digital na evolução dos seguros de saúde”, que reuniu Tiago Felgueira, diretor de Produto da AdvanceCare, e Ana Bragança, psicóloga clínica, no Fórum Nacional de Seguros 2026.
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Tiago Felgueira, diretor de Produto da AdvanceCare, e Ana Bragança, psicóloga clínica, analisaram o impacto da digitalização na prestação de cuidados de saúde, defendendo que a tecnologia deve servir para complementar os modelos tradicionais e facilitar o acesso dos utentes aos serviços.
Tiago Felgueira sublinhou que a evolução digital não representa uma substituição da medicina presencial, mas sim uma ferramenta que acrescenta valor ao sistema de saúde. “A saúde digital não veio substituir o físico, veio complementar.”
O responsável destacou que a adoção da telemedicina é mais expressiva entre as gerações mais jovens, tanto do lado dos utentes como dos profissionais de saúde, mas considera que o futuro passa pela coexistência dos dois modelos. “Não temos só o físico, nem só o digital. Temos de ter as duas valências.”
Já Ana Bragança destacou o papel da saúde digital na redução das barreiras de acesso aos cuidados de saúde mental. “Facilitarmos este acesso através da saúde digital aumenta, sem dúvida, a probabilidade de a pessoa vir a procurar ajuda.”
Na perspetiva da psicóloga, a integração do acompanhamento psicológico nos seguros de saúde poderá contribuir para normalizar os cuidados de saúde mental e reduzir o estigma ainda associado à psicologia. “Se [os seguros] integrarem nos seus planos a psicologia, o acompanhamento psicológico passa a fazer parte daquilo que é o normal. Iremos normalizar o acompanhamento psicológico e deixamos de olhar para a psicologia como um bichinho e passa a ser um cuidado de saúde tal como qualquer outra especialidade médica”.
Veja aqui na íntegra as intervenções de Tiago Felgueira, diretor de Produto da AdvanceCare, e Ana Bragança, psicóloga clínica.
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