FNS2026. Fraude e risco catastrófico em foco na entrevista a José Galamba de Oliveira

  • ECO Seguros
  • 14 Julho 2026

A proteção do risco catastrófico, a fraude nos seguros e a falta de literacia financeira estiveram entre os principais temas abordados por José Galamba de Oliveira. Assista aqui à entrevista.

A fraude nos seguros, a criação de uma base de dados de fraudadores, a proteção do risco catastrófico e a necessidade de aumentar a literacia financeira foram alguns dos temas abordados por José Galamba de Oliveira, presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), durante o Fórum Nacional de Seguros 2026, que decorreu na Alfândega do Porto.

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Presidente da Associação Portuguesa de Seguradores (APS), José Galamba de Oliveira. “Tive a oportunidade de comparar como foi a resposta do consórcio em Espanha à tempestade do DANA com a nossa e os resultados foram muito piores. A velocidade de resolução dos primeiros dias e as dificuldades [em Espanha] foram muito maiores”.
Para o presidente da APS, a decisão do Estado de avançar com mecanismos de cobertura através do PTRR representa uma mudança importante na forma como o país encara os prejuízos provocados por fenómenos naturais extremos.

“Esta decisão do Estado, com o PTRR, de se avançar com a proteção do risco catastrófico é o Estado a assumir que não pode estar sempre disponível para ajudar alguém que tem um infortúnio”, explica.

Na perspetiva de Galamba de Oliveira, a crescente frequência de fenómenos meteorológicos severos torna essencial encontrar soluções que distribuam melhor o risco entre o Estado, as seguradoras e os próprios cidadãos, reforçando a capacidade de resposta perante futuras catástrofes.

O responsável alertou ainda para o impacto da fraude no setor e defendeu a criação de novos mecanismos que permitam identificar comportamentos fraudulentos de forma mais eficaz.

“Temos de ter capacidade de identificar estas situações [de fraude], e defendemos na APS, a capacidade de criar em Portugal uma base de dados de causadores de fraude, como a base de dados de risco do Banco de Portugal,” sublinha Galamba de Oliveira.

Ainda sobre o comboio de tempestades, o presidente da APS congratulou o setor pela resposta ao elevado número de sinistros e comparou a ação das seguradoras em Portugal com a tempestade do DANA em Espanha, considerando que as seguradoras portuguesas conseguiram responder de forma mais célere durante os primeiros dias.

“Tive a oportunidade de comparar como foi a resposta do consórcio em Espanha à tempestade do DANA com os nossos e os resultados foram muito piores. A velocidade de resolução dos primeiros dias e as dificuldades [em Espanha] foram muito maiores. A verdade é que as coisas, no final do dia, correram bastante bem”.

Durante a entrevista, o presidente da APS abordou ainda a evolução do ramo Não Vida e sublinhou a importância de aumentar os níveis de literacia financeira em Portugal.

Veja aqui na íntegra a entrevista com José Galamba de Oliveira, presidente da APS.

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