Putin promete vencer guerra em campanha para eleições russas
A polícia deteve em Moscovo um dos poucos líderes opositores ainda em liberdade, Boris Nadezhdin, que se candidatou às presidenciais em 2024.
O Presidente russo, Vladimir Putin, prometeu hoje vencer a guerra contra a Ucrânia no primeiro ato de campanha para as eleições legislativas de setembro, em que o partido presidencial, Rússia Unida, pretende revalidar a maioria.
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“A nossa força reside em que superamos sempre todas as dificuldades e todos os receios. E isso torna-nos mais fortes”, disse Putin ao intervir no fórum “Tudo pela Vitória”, organizado pela plataforma Frente Popular.
O chefe do Kremlin, a presidência da Rússia, insistiu em que as tropas russas avançam na linha da frente, enquanto a economia se desenvolve apesar dos entraves impostos pelo Ocidente. Putin afirmou que os russos doaram cerca de 70.000 milhões de rublos (800 milhões de euros) para as necessidades do exército através da Frente Popular. “Por isso, sem dúvida, a vitória espera-nos”, assegurou, num discurso perante militares e membros das respetivas famílias citado pela agência de notícias espanhola EFE.
As declarações de Putin ocorrem depois de a Comissão Eleitoral Central (CEC) da Rússia ter aprovado no domingo as listas de 11 partidos que procuram participar nas eleições de 20 de setembro.
Ainda se desconhece os candidatos que vão participar nas eleições, já que a CEC ainda vai ter de verificar os documentos de todos os que pretendem conquistar um lugar no parlamento.
Hoje mesmo, a polícia deteve em Moscovo um dos poucos líderes opositores ainda em liberdade, Boris Nadezhdin, que se candidatou às presidenciais em 2024.
Devido ao cansaço com a guerra, à contração económica, ao bloqueio da Internet e, mais recentemente, ao défice de combustível, a intenção de voto do Rússia Unida encontra-se em mínimos históricos, segundo as sondagens.
As eleições de setembro serão as primeiras legislativas que se realizam na Rússia desde que Putin ordenou a invasão da Ucrânia, em fevereiro de 2022, que desencadeou o pior conflito na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).
Putin anuncia novas rotas para abastecer a Crimeia de gasolina
Putin anunciou ainda a criação de novas rotas de abastecimento de combustível para a península da Crimeia, afetada por escassez de gasolina que Moscovo atribui a ataques ucranianos contra infraestruturas energéticas.
“Já estão em curso os trabalhos para criar um sistema de abastecimento que será muito difícil de ser acedido pelo inimigo”, afirmou Putin durante um evento de campanha para as eleições legislativas russas marcadas para 20 de setembro.
O chefe de Estado não revelou pormenores sobre o novo sistema logístico, mas garantiu que a situação “vai melhorar gradualmente” na península anexada por Moscovo em 2014.
“A Rússia tem uma base energética muito sólida e fiável. Sim, (os ucranianos) estão a criar-nos alguns problemas com os derivados do petróleo neste momento. Acredito que a situação irá melhorar gradualmente”, assumiu o líder russo.
Putin assegurou igualmente que a Rússia continuará a responder aos ataques ucranianos contra o seu território e prometeu represálias mais severas. “Responderemos na mesma moeda, mas com muito mais força”, garantiu o governante russo.
Nos últimos dias, residentes da Crimeia relataram que o preço da gasolina atingiu, em alguns postos de abastecimento, os 250 rublos (cerca de 2,84 euros) por litro, mais do triplo do valor habitual.
A Crimeia foi a primeira região a sofrer uma escassez significativa de combustível, situação que posteriormente se estendeu a várias regiões da Rússia.
No final de junho, as autoridades locais declararam o estado de emergência devido aos efeitos dos ataques ucranianos sobre a península da Crimeia, que é internacionalmente reconhecida como território da Ucrânia.
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