Indústria de defesa aloca 8,1% do seu volume de negócios para I+D+i, enquanto a média para a indústria espanhola é de 1%

  • Servimedia
  • 9 Julho 2026

O investimento em I+D+i faz da defesa, segurança, aeronáutica e espaço motores tecnológicos do país, com impacto na autonomia estratégica, nas capacidades críticas e na inovação da economia.

As indústrias ligadas à defesa, segurança, aeronáutica e espaço destinam em média 8,1% do seu volume de negócios à inovação, enquanto a média da indústria espanhola ronda os 1%.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher

Isto é de acordo com o relatório ‘Impacto Económico e Social da Indústria da Defesa, Segurança, Aeronáutica e Espaço’, preparado pela PwC para a TEDAE, a Associação Espanhola de Empresas de Tecnologia de Defesa, Segurança, Aeronáutica e Espaço. O estudo também coloca a intensidade inovadora destas indústrias acima da média da economia como um todo, que se situa em 0,9%.

Em 2024, as empresas associadas à TEDAE dedicaram 1.466 milhões de euros a atividades de I+D+i, mais 23,5% do que no ano anterior. O relatório salienta que este investimento responde à necessidade de desenvolver tecnologias avançadas, soluções de elevado valor acrescentado e capacidades ligadas à autonomia industrial, competitividade e segurança.

Para além da sua contribuição direta, estas empresas geram um efeito dominó no ecossistema nacional de inovação. De acordo com o estudo, o seu impacto total na I+D+i atinge 2.614 milhões de euros ao somar o investimento indireto que promovem ao longo da sua cadeia de valor.

INOVAÇÃO

O peso da I+D+i reforça o papel da defesa, segurança, aeronáutica e espaço como áreas estratégicas para o desenvolvimento tecnológico do país. Tecnologias ligadas à cibersegurança, inteligência artificial, sistemas autónomos, comunicações seguras, espaço ou logística avançada têm impacto nas capacidades críticas, mas também na inovação industrial e na transferência de tecnologia.

A Fundação Feindef explica que “a inovação tornou-se um dos principais vetores de competitividade, autonomia estratégica e progresso tecnológico no nosso país. O ecossistema de defesa, segurança, aeronáutica e espacial desempenha um papel único porque concentra capacidades avançadas de investigação, promove tecnologias críticas e favorece a colaboração entre empresas, universidades, centros tecnológicos e administrações”.

Além disso, a entidade destaca a importância da tecnologia dual para a sociedade: “Muitas das inovações que hoje geram valor para a sociedade, desde a cibersegurança à inteligência artificial, comunicações seguras ou sistemas autónomos, encontram nesta área um ambiente de desenvolvimento e maturação que mais tarde é transferido para aplicações civis e para a economia como um todo.”

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

Indústria de defesa aloca 8,1% do seu volume de negócios para I+D+i, enquanto a média para a indústria espanhola é de 1%

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião