PSD antecipa medida do Governo. Ministério confirma pagamento de horas extra

  • Lusa
  • 11 Julho 2026

Formato de pagamento aos professores está a ser definido e será anunciado por Fernando Alexandre, diz o PSD.

Os professores que estão a corrigir exames nacionais vão receber horas extraordinárias como “reconhecimento pelo esforço extraordinário”, anunciou hoje o porta-voz do PSD, Sebastião Bugalho, e confirmou o Ministério da Educação (MECI).

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“Em reconhecimento do esforço e do trabalho suplementar necessário para cumprir os prazos estabelecidos no âmbito do calendário da avaliação externa, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação informa que os professores classificadores serão compensados com o pagamento de horas extraordinárias pelo trabalho realizado durante o fim de semana”, começa o comunicado do MECI que chegou às redações. “Esta decisão foi comunicada hoje de manhã [sábado] aos Agrupamentos de Exames do Júri Nacional de Exames (JNE). Aos elementos do EduQA/JNE que estão a trabalhar nas instalações da Imprensa Nacional – Casa da Moeda também serão pagas horas extraordinárias, tal como já anunciado. O Ministério da Educação, Ciência e Inovação agradece o empenho, a dedicação, a disponibilidade e o sentido de responsabilidade de todos os professores e técnicos envolvidos neste processo”.

Em conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, Sebastião Bugalho anunciou esta decisão, que foi tomada pelo ministro da Educação, e cujo formato do pagamento está a ser definido e será anunciado por Fernando Alexandre.

“Em jeito de reconhecimento do esforço de todos os professores que estão neste momento, numa manhã de sábado, a corrigir as provas dos exames nacionais, foi decidido pelo senhor ministro da Educação que o Governo vai pagar horas extraordinárias a todos os professores que estão a corrigir essas provas, em reconhecimento pelo seu esforço extraordinário”, disse.

O processo da correção dos exames nacionais tem estado envolto em polémica e denúncias de falhas do sistema informático e já levou o Governo a mexer no calendário e adiar as datas de afixação das notas e da segunda fase.

Em causa estão as falhas identificadas durante o processo de avaliação dos exames nacionais do ensino secundário que levaram a tutela a adiar as datas de divulgação dos resultados da primeira fase assim como o calendário das provas da segunda fase. Isto porque, de forma generalizada, pela primeira vez este ano, as provas, que continuam a ser realizadas em papel, estão a ser corrigidas em formato digital.

Para isso, é necessário que os exames sejam primeiro digitalizados e só depois distribuídos pelos professores para serem avaliados. Neste processo estão envolvidas duas plataformas distintas. A primeira, que pertence ao Instituto de Educação, Qualidade e Avaliação (EduQA), é através da qual todas as folhas de resposta são digitalizadas e partidas em blocos. Somente após este passo, as respostas são carregadas para a segunda plataforma de processamento e tratamento.

 

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