Dombrovskis deixa aviso: “Não nos podemos dar ao luxo de ser complacentes” nos orçamentos de Estado
Comissário europeu alerta que, embora seja necessário investir em defesa, muitos Estados-membros da Zona Euro "terão de adotar medidas" para cumprir metas orçamentais acordadas com Bruxelas.
O comissário europeu para a Economia, Valdis Dombrovskis, deixou esta quinta-feira avisos à navegação, leia-se aos ministros das Finanças, que já tem por esta altura em marcha a preparação dos orçamentos do Estado para o próximo ano. Defendendo que não há espaço para complacência, pediu esforços para finanças públicas “sólidas”, alertando que há países que terão que adotar medidas para cumprir as metas acordadas com Bruxelas.
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Valdis Dombrovskis falava aos jornalistas em conferência de imprensa, após a reunião do Eurogrupo, em Bruxelas, considerando que os membros do grupo informal tiveram uma “discussão oportuna sobre a orientação orçamental” da Zona Euro, numa altura em que os Estados-membros “preparam os respetivos orçamentos nacionais para o próximo ano”.
“Este ano, esperamos uma orientação orçamental moderadamente expansionista, que deverá regressar a uma posição globalmente neutra em 2027. Neste domínio, não nos podemos dar ao luxo de ser complacentes“, avisou.
Embora tenhamos de continuar a investir para responder aos novos desafios, muitos Estados-membros terão de adotar medidas para cumprir o quadro de governação orçamental da União Europeia no próximo ano.
Neste sentido, defendeu que finanças públicas “sólidas são a base essencial para preservar a estabilidade macroeconómica”, posição que considerou particularmente importante num período marcado pela mudança e pela incerteza. “Por isso, embora tenhamos de continuar a investir para responder aos novos desafios, muitos Estados-membros terão de adotar medidas para cumprir o quadro de governação orçamental da União Europeia no próximo ano”, advertiu.
De acordo com as últimas projeções da Comissão Europeia, Portugal irá entrar, no próximo ano, em incumprimento nas regras orçamentais europeias, estimando mesmo que é o segundo país da Zona Euro com o maior desvio acumulado do crescimento da despesa após aplicada a flexibilidade do investimento em defesa.
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