Banco de Portugal reformula projeto do novo edifício. Vai custar menos 40 milhões

Santos Pereira revelou fez mudanças ao projeto inicial do novo edifício do Banco de Portugal (assinado por Centeno) e que a "nova solução" vai custar menos 40 milhões face à ideia inicial.

Álvaro Santos Pereira anunciou esta quinta-feira que o Banco de Portugal acordou com a Fidelidade uma reformulação profunda do projeto relativo às novas instalações do supervisor em Entrecampos, em Lisboa. A “a nova solução”, que passará por apenas um edifício em vez de dois, vai custar menos 40 milhões de euros em relação ao inicialmente projetado no tempo de Mário Centeno.

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O governador do banco central informou os deputados da Comissão do Orçamento, Finanças e Administração Pública (COFAP), onde está a ser ouvido esta quinta-feira, que já assinou um acordo com a seguradora – que é dona do terreno da antiga Feira Popular – para adquirir o edifício A1 por 165,7 milhões de euros e que “nos próximos meses” será assinado o aditamento ao CPCP assinado com a Fidelidade em maio de 2024.

No acordo inicial, que foi assinado pelo seu antecessor, Mário Centeno, o Banco de Portugal ia comprar os edifícios A2 e A3 por 192 milhões de euros, num modelo core & shell, ou seja, sem acabamentos.

Segundo o governador, a “nova solução” vai permitir poupar entre 35 milhões e 40 milhões de euros aos cofres da instituição, incluindo não só com o projeto core & shell (-27 milhões de euros), mas também na fase do fit out – cujos custos baixam de 72 milhões para 62 milhões.

“O A1 é o edifício maior dos três que estão no projeto. Todas as pessoas que trabalham em Lisboa vão ficar no novo edifício que será a nova sede. Há outra parte que não sai da sede histórica”, declarou. O Banco de Portugal tem mais de 1.400 trabalhadores em Lisboa.

Santos Pereira explicou que o redimensionamento do projeto (que foi uma decisão unânime do conselho de administração) se deveu às menores necessidades de espaço do banco central tendo em conta que vai dar prioridade ao reforço do número de trabalhadores nas agências e delegações territoriais e também vai apostar no regime de teletrabalho.

Foi feito um inquérito interno e 160 trabalhadores que disseram que, a curto e médio prazo, gostariam de estar a trabalhar noutros pontos do país.

Santos Pereira também disse a renegociação do contrato com a Fidelidade não implica a perda do sinal de 57 milhões de euros que o Banco de Portugal já pagou no âmbito do negócio.

BCE trava auditoria à nova sede

Santos Pereira abordou ainda o tema da inspeção da IGF, que foi pedida pelo ministro das Finanças. Foi pedido um parece ao Banco Central Europeu (BCE), que travou a iniciativa: “A IGF, como está dependente do Ministério das Finanças, não tem competência para fazer auditoria”, disse o governador.

“A IGF pode apoiar a análise do Ministério das Finanças, mas não pode auditar o Banco de Portugal. Nós demos muita informação à IGF, de qualquer forma. Essa auditoria não é permitida, de acordo com o BCE, de acordo com o tratado do Eurosistema, mas estamos disponíveis para prestar contas”, referiu.

(notícia atualizada às 11h41)

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