Digi quer entrar na bolsa de Espanha com oferta dirigida a investidores institucionais
Oferta combinará um aumento de capital com a emissão de novas ações, num montante aproximado de 150 milhões de euros, e a venda de títulos já existentes por parte do atual acionista único.
A Digi Spain, operadora de telecomunicações, anunciou esta segunda-feira a intenção de entrada na bolsa espanhola através de uma oferta pública dirigida a investidores institucionais, à qual a sociedade de investimento dos proprietários do Grupo Mayoral se comprometeu a aderir.
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De acordo com um comunicado da operadora, a oferta combinará um aumento de capital com a emissão de novas ações, num montante aproximado de 150 milhões de euros, e a venda de títulos já existentes por parte do atual acionista único, a Digi Romania, que, após a operação, manterá pelo menos 75% do capital e o controlo da multinacional.
Desta forma, a empresa espera angariar 136 milhões de euros líquidos com a operação, fundos que destinará à expansão da rede de fibra e à implantação da própria rede móvel. Os fundos próprios dos acionistas da Digi estão avaliados em 1.700 milhões de euros.
A entrada na bolsa conta com o apoio da Global Portfolio Investments, a sociedade de investimento da família Domínguez de la Maza (Grupo Mayoral), que assinou um compromisso vinculativo para investir 100 milhões de euros.
A oferta incluirá uma opção habitual de sobrealocação de até 15% do volume da oferta inicial.
Esta operação, destinada a investidores qualificados, contará com o Barclays, o UBS e o Banco Santander como coordenadores globais e com o BNP Paribas e o Citi como colocadores seniores. O BBVA, o Caixabank e o ING completam o consórcio bancário e de seguros, enquanto a Rothschild & Co figura como consultora financeira.
Em abril, decidiu adiar a entrada em bolsa da filial em Espanha devido à “instabilidade” do mercado, apesar da resposta “muito positiva” recebida dos investidores nas negociações preliminares.
A decisão da Digi de adiar a entrada na bolsa surgiu num momento de elevada volatilidade nos mercados devido à guerra no Irão, na sequência dos ataques lançados em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos da América (EUA) e por Israel, e ao impacto que o conflito está a ter nos preços do petróleo e no bloqueio do estreito de Ormuz.
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