Valor do metro quadrado acelera 17,1% em maio e supera os 2.200 euros pela primeira vez

O valor a que os bancos avaliam as casas para efeitos de crédito à habitação atingiu um novo máximo em maio, ao fixar-se nos 2.208 euros por metro quadrado, após uma subida homóloga de 17,1%.

O valor a que os bancos avaliam as casas no âmbito da concessão de crédito à habitação voltou a fixar novos máximos. A avaliação bancária das casas acelerou 17,1% em maio, em termos homólogos, superando pela primeira vez os 2.200 euros euros por metro quadrado, segundo revelam os dados divulgados esta sexta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

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“O valor mediano de avaliação bancária na habitação foi 2.208 euros por metro quadrado em maio, mais 34 euros que o observado no mês precedente. Em termos homólogos, a taxa de variação fixou-se em 17,1% (16,5% no mês anterior), refere o INE.

Em maio, os bancos realizaram 35.552 avaliações de imóveis para efeitos de crédito à habitação, das quais 22.139 incidiram sobre apartamentos e 13.413 sobre moradias. O número de avaliações aumentou 0,8% face ao mesmo mês do ano passado e 3,1% em comparação com abril, o que corresponde a mais 1.069 avaliações.

Valor mediano de avaliação bancária de habitação (valores em euros/m2)INE

O valor mediano da avaliação bancária aumentou em todas as regiões do país em maio face ao mês anterior, com os maiores crescimentos a registarem-se no Oeste e Vale do Tejo e no Norte, ambos com uma subida de 1,9%. Em termos homólogos, a avaliação das habitações acelerou 17,1%, destacando-se a Península de Setúbal, onde o aumento atingiu 22,5%, sem que se tenha verificado qualquer descida regional.

Nos apartamentos, o valor mediano da avaliação bancária fixou-se em 2.580 euros por metro quadrado, mais 19,7% do que em maio de 2025. A Grande Lisboa manteve o preço mais elevado, com 3.378 euros por metro quadrado, seguida do Algarve (2.945 euros), enquanto Alentejo e Centro registaram os valores mais baixos. O Oeste e Vale do Tejo liderou a subida homóloga (26,3%), ao passo que, face a abril, o maior aumento ocorreu no Alentejo (6,3%). Entre as tipologias mais avaliadas, o valor mediano dos apartamentos T1, T2 e T3 aumentou para 3.279, 2.641 e 2.229 euros por metro quadrado, respetivamente.

Valor mediano de avaliação bancária do apartamento por tipologia (valores em euros por m/2)INE

Já nas moradias, o valor mediano da avaliação bancária situou-se em 1.581 euros por metro quadrado, refletindo um crescimento homólogo de 13,4%. Os preços mais elevados voltaram a concentrar-se na Grande Lisboa (2.874 euros por metro quadrado) e no Algarve (2.786 euros), enquanto Centro e Alentejo apresentaram os valores mais baixos.

As maiores subidas homólogas verificaram-se na Região Autónoma dos Açores e no Oeste e Vale do Tejo (ambas 18,6%). Em relação a abril, o valor das moradias subiu 1,3%, com o Algarve a registar o maior aumento (4,5%) e a Região Autónoma da Madeira a ser a única região a apresentar uma descida (-3,5%).

(Artigo atualizado pela última vez às 11h29)

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