Bruxelas prolonga proteção a refugiados ucranianos até 2028 mas limita entradas de militares
Cerca de 4,4 milhões de deslocados ucranianos beneficiam deste mecanismo de proteção na UE. Prazo de proteção foi prolongado, mas imposta limitação à entrada de militares.
A Comissão Europeia propôs hoje prolongar, até 2028, a proteção temporária aos refugiados ucranianos, mas defendeu que o regime deixe de abranger recém-chegados sem autorização da Ucrânia para sair do país devido a obrigações militares.
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“Hoje, a Comissão Europeia propõe prolongar por mais um ano a proteção temporária das pessoas que fogem da guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia, tendo em conta a capacidade global da Ucrânia para se defender. Com esta medida, a Comissão reforça o seu compromisso inabalável de apoiar a Ucrânia durante o tempo que for necessário”, indica o executivo comunitário em comunicado.
Em concreto, Bruxelas propõe estender por mais um ano, até 04 de março de 2028, o mecanismo de proteção temporária criado pela União Europeia (UE) após a invasão russa da Ucrânia, alegando que “a necessidade de proteção das pessoas que fogem da Ucrânia continua a ser evidente”.
Para o executivo comunitário, a invasão russa do país, iniciada em fevereiro de 2022, continua a manter a situação na Ucrânia “instável e imprevisível”.
A proposta introduz, contudo, uma nova orientação relacionada com as obrigações militares dos cidadãos ucranianos, já que de acordo com Bruxelas “a proteção temporária não deverá, por norma, ser concedida a pessoas que cheguem recentemente e que não tenham autorização das autoridades ucranianas para sair da Ucrânia devido às suas obrigações militares”.
A medida visa “conciliar as necessidades de proteção com a capacidade global da Ucrânia para se defender da guerra de agressão ilegal da Rússia”, adianta a Comissão Europeia.
Atualmente, cerca de 4,4 milhões de deslocados ucranianos beneficiam deste mecanismo de proteção na UE (UE), que garante acesso a alojamento, cuidados de saúde, educação e mercado de trabalho nos Estados-membros.
Na nota hoje divulgada à imprensa, a instituição apela ainda a que os Estados-membros da UE reforcem os preparativos para uma saída coordenada do regime de proteção temporária, incluindo a possibilidade de os refugiados transitarem para estatutos de residência de longa duração e a criação de condições para um eventual regresso e reintegração na Ucrânia quando a situação de segurança o permitir.
Criado é agora um programa-piloto de regresso voluntário e recuperação, em cooperação com as autoridades ucranianas e os Estados-membros interessados, destinado a apoiar os cidadãos que desejem regressar ao país, nomeadamente nas áreas do emprego, habitação e educação.
A proposta da Comissão terá agora de ser aprovada pelos países, no Conselho da UE.
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