Governo aprova resolução para ARTE subscrever projeto da gigafábrica de IA

O ministro da Reforma do Estado defendeu ainda que a participação de Portugal na gigafábrica europeia de IA é estratégica para reforçar a soberania tecnológica nacional e da União Europeia.

Portugal deu mais um passo na candidatura a uma das cinco gigafábricas de inteligência artificial (IA) que a Comissão Europeia vai atribuir. O Governo anunciou esta quinta-feira que foi aprovada, em Conselho de Ministros, uma resolução “que habilita a Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE) a subscrever este projeto [da gigafábrica]”.

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O anúncio foi feito pelo ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, que sublinhou que esta é uma candidatura que “implica um investimento público de 200 milhões de euros ao longo de sete anos”. Caso a candidatura conjunta de Portugal e Espanha seja uma das vencedoras, Bruxelas também financiará o projeto com 200 milhões de euros. Do lado português, a gigafábrica deverá atrair um investimento de cerca de quatro mil milhões de euros, sendo que o restante montante será assegurado por investimento privado, indicou Gonçalo Matias.

“O que estamos aqui a fazer é garantir que o Estado português terá acesso a capacidade computacional que poderá depois ser utilizada pelos diversos departamentos e ministérios. Temos neste consórcio algumas das maiores empresas portuguesas. Isto dá-nos uma garantia de soberania e de resiliência. Garante capacidade de inteligência artificial em Portugal e assegura que alguns dos dados mais sensíveis do Estado permanecem sob controlo soberano. Pela sua natureza sensível, estes dados não ficarão entregues a empresas privadas”, explicou o ministro.

Gonçalo Matias explicou ainda que a gigafábrica disponibilizará capacidade de computação não apenas ao Estado, “mas também para servir PME e outras empresas que queiram associar-se ao projeto”. O ministro referiu que este será um consórcio aberto às empresas portuguesas, garantindo que, no futuro, “Portugal terá capacidade soberana para o desenvolvimento e produção de inteligência artificial”.

A cidade de Sines deverá ser a localização principal da gigafábrica de inteligência artificial da candidatura conjunta de Portugal e Espanha, um projeto desenvolvido em regime de parceria paritária entre os dois países. No entanto, continua em aberto a possibilidade de ser criada uma infraestrutura de redundância numa segunda localização.

Questionado pelos jornalistas sobre se essa infraestrutura poderá ficar instalada em Abrantes, o ministro da Reforma do Estado não confirmou qualquer decisão, limitando-se a afirmar que “neste momento, consideramos Sines como localização principal”, acrescentando que Abrantes “está entre as hipóteses em análise para acolher a infraestrutura de redundância”.

(Artigo atualizado pela última vez às 17h16)

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