Governo espanhol investe 719 milhões na candidatura ibérica à gigafábrica de IA, mas privados ficam com 51% do capital
Santander, construtora ACS e Telefónica terão participações de 15,67%, e Multiverse Computing de 4% no capital do consórcio espanhol para a candidatura que inclui Portugal.
- O consórcio espanhol que lidera a candidatura ibérica para uma gigafábrica de inteligência artificial receberá um investimento de 719 milhões de euros do governo espanhol, financiado por fundos europeus.
- A participação do Estado espanhol na nova entidade será de 47,99%, enquanto empresas privadas, como o Banco Santander e a Telefónica, deterão 51% do capital, refletindo uma forte presença do setor privado.
- A escolha das infraestruturas para a gigafábrica de IA deverá ocorrer até julho, com operações previstas para 2028, aumentando a competitividade europeia neste setor.
O consórcio espanhol responsável pela candidatura ibérica a uma das gigafábricas de inteligência artificial (IA) da Comissão Europeia contará com um investimento de 719 milhões de euros do Governo liderado por Pedro Sánchez, financiado através de fundos europeus. No entanto, e de acordo com o El País, a maioria do capital do consórcio ficará nas mãos de empresas privadas.
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O Banco Santander, a construtora espanhola ACS e a Telefónica terão cada um uma participação de 15,67%, totalizando 47% do capital do consórcio. A estas junta-se ainda a Multiverse Computing, com uma participação de 4%, elevando a quota privada para 51% do capital.
A constituição da sociedade responsável pelo desenvolvimento e gestão da futura gigafábrica de IA é um passo considerado essencial para a candidatura ibérica à próxima fase do programa europeu de gigafábricas de inteligência artificial, cujo concurso deverá arrancar em julho. A nova entidade contará com uma participação de 47,99% do Estado espanhol, através da Sociedade Espanhola para a Transformação Tecnológica (SETT), enquanto a Generalitat da Catalunha deterá uma posição inicial de 1%.
Em março, durante a 36.ª Cimeira Luso-Espanhola, Luís Montenegro e Pedro Sánchez anunciaram a intenção de unir esforços para atrair uma infraestrutura desta dimensão para a Península Ibérica. Em abril, o ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias, confirmou que a candidatura ibérica é um “projeto de igual para igual” entre os dois países, com a infraestrutura dividida entre Portugal e Espanha.
Em território nacional, a gigafábrica ficará instalada em Sines, contando com redundância em Lisboa. Do lado espanhol, a infraestrutura será localizada em Tarragona, na Catalunha, a cerca de 100 quilómetros de Barcelona.
Bruxelas prevê mobilizar cerca de 20 mil milhões de euros para reforçar a capacidade europeia em inteligência artificial, a competição deverá culminar na escolha de infraestruturas com entrada em operação prevista para meados de 2028. Os projetos deverão representar um investimento total entre 3 mil milhões e 5 mil milhões de euros, combinando financiamento público, capital privado e dívida. Portugal e Espanha estão mais otimistas e esperam mobilizar oito mil milhões de euros.
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