Desemprego volta a cair. Há menos 26 mil inscritos no IEFP do que há um ano
Número de desemprego inscritos no IEFP recuou 8,7% em termos homólogos e 3% em cadeia. No total, havia 274 mil pessoas registadas no Instituto do Emprego e Formação Profissional.
O número de desempregados inscritos nos centros do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) voltou a recuar em maio. De acordo com os dados divulgados esta segunda-feira, há menos 26 mil inscritos do que há um ano, o que corresponde a um recuo homólogo de 8,7% do desemprego registado.
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“No fim do mês de maio de 2026, estavam registados, nos serviços de emprego do continente e regiões autónomas, 274.766 indivíduos desempregados. O total de desempregados registados no país foi inferior ao verificado no mesmo mês de 2025 (-26.139; -8,7%), bem como ao do mês anterior (-8 524; -3,0%)”, informa o IEFP, num destaque publicado esta tarde.
A nível regional, maio foi sinónimo de um recuo homólogo do desemprego registado em todas as regiões, tendo o Norte (-12,3%), os Açores (-11,3%) e a Madeira (-9,7%) contabilizado as quebras mais expressivas.

Também em comparação com o mês de abril, o desemprego verificado pelo IEFP caiu em todas as regiões. Neste caso, a diminuição mais significativa foi registada no Algarve (-17,3%).
Por outro lado, no que diz respeito às diferenças entre setores, a nota divulgada esta segunda-feira dá conta que a redução do desemprego aconteceu em todas as áreas de atividade, face ao contabilizado há um ano. No setor agrícola, o recuo homólogo foi de 15%, no secundário de 7,6% e nos serviços de 1,3%.
O IEFP avança ainda que, no final de maio, havia 17.703 ofertas de emprego por satisfazer nos serviços de emprego de todo o país. “Este número corresponde a uma diminuição das ofertas em ficheiro na análise anual (-430; -2,4%), porém superior face ao mês anterior (+1.245; +7,6%)”, sublinha o instituto, no destaque publicado esta tarde.
Recurso ao lay-off diminui em cadeia
Esta segunda-feira, foi também conhecida a síntese de informação estatística da Segurança Social, que é publicada mensalmente pelo Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho.
De acordo com esses dados, maio ficou marcado por um recuo em cadeia do recurso das empresas ao lay-off, regime que permite aos empregadores em crise reduzir os horários de trabalho ou até suspender os contratos celebrados com os empregados.
“Em maio de 2026, o número total de situações de lay-off com compensação retributiva, (concessão normal, de acordo com o previsto no Código do Trabalho), foi de 4.778. Face ao mês anterior, houve uma redução de 227 prestações de lay-off, o que representa um decréscimo de 4,5%. Em comparação com o mesmo período do ano anterior, registou‐se um aumento de 54 prestações processadas, correspondendo a um crescimento de 1,1%”, lê-se no documento publicado pelo GEP.

Do total de trabalhadores abrangidos pelo lay-off no quinto mês do ano, 2.340 estavam com o horário de trabalho reduzido, menos 9,8% do que em abril e menos 22,5% do que há um ano.
Por outro lado, 2.438 viram os seus contratos de trabalho temporariamente suspensos. Em comparação com o mês anterior, houve um aumento de 1,1% destas situações. E em termos homólogos, o crescimento foi de 43,1%.
“Estas prestações foram processadas a 265 entidades empregadoras, o que representa uma diminuição de 77 entidades em relação ao mês anterior e uma redução de 15 entidades em comparação com o mesmo período do ano passado”, observa ainda o GEP.
(Notícia atualizada às 16h31)
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