Da “arte como pão” ao bloco central. As melhores frases do Festival ECO
O alerta do Presidente da República sobre o jornalismo, a importância do sono para a gestão, a cozinha dos Lobo Xavier ou até a velocidade em pistas de Miguel Oliveira. Recorde todas as declarações.
O Festival ECO, que se realizou esta quarta-feira no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, marcou o arranque celebrações dos 10 anos do ECO com um encontro de ideias, cultura, conversas improváveis e jornalismo ao vivo, reunindo leitores, parceiros e protagonistas de diferentes áreas.
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Decisores de diferentes áreas, da banca à advocacia, passando pela tecnologia e a energia, convidaram uma personalidade improvável, para um encontro que junta a economia, a cultura, as artes, a ciência, o desporto e a política. O publisher e diretor do ECO, António Costa, afirma que, “mais do que uma conferência”, foi “uma redação aberta ao país durante um dia”.
"Hoje o jornalismo não compete só com o jornalismo, compete com tudo.”
"A cultura não vive à margem da economia, da transformação social, ou como um país se afirma internacionalmente, pela sua criatividade.”
António Barreto, sociólogo

"Eu, pessoalmente faria um bloco central. Portugal dá-se bem com a política central, com uma política moderada. ”
"As pessoas no Porto são extraordinariamente exigentes, mais do que em Lisboa. Para o bem e para o mal. Há uma componente de grande proximidade e calor humano quando é positivo, mas a exigência também é muito radical. Sinto essa pressão, mas é positiva.”
"Sinto na pele a exigência e ambição de todos os portistas. Foi-me passado um legado único e para quem tem 48 anos de afiliação, é uma responsabilidade enorme. Causa-me ansiedade e medo de falhar às pessoas e às suas ambições. Medo de não ganhar títulos? Sempre.”
"Levámos o programa a tudo o que era gestão de topo da companhia, [para provocar uma] mudança de mentalidade e começarmos a ver um conjunto de boas práticas no dia-a-dia das pessoas. Aquela história do herói corporativo que está 24/7 disponível, a 200 à hora, normalmente dá asneira.”
"Hoje estamos numa fase em que as pessoas acham que dormir é perder tempo. Há pessoas que dizem: ‘Ai, eu estou aqui sem fazer nada, podia estar a ouvir um podcast’. Nestes casos, eu digo: mete o teu cérebro em modo voo.”
"Nós, que gerimos empresas em Portugal, temos que criar as condições para que esse talento fique em Portugal. Para que mais investimento venha para o país e, depois, daqui exportar para o resto do mundo, porque a capacidade está aqui.”
"O principal problema do país, na minha humilde opinião, é a falta de união entre as partes. Portugal tem tudo, tem os melhores produtos, os melhores vinhos, tem muitas coisas extraordinárias. Mas não há união para o mostrar.”
"O desporto traz ensinamentos importantes. É de continuar a enaltecer. Não temos de nos medir pelas mesmas métricas, mas servem de inspirações.”
"Todos aqui na sala nascemos com um direito: ser campeão — e temos de todos os dias provar esse direito.”
"Sabemos que o que é-nos exigido é muito superior ao que é exigido aos nossos concorrentes, e temos de viver com essa pressão diária.”
"O talento por si só não garante sucesso. O que o garante é uma cultura de exigência e de trabalho no dia-a-dia.”
"Na área que atuamos, de construção e imobiliário, quisemos ser o jornal digital, podcast ou streaming deste setor.”
"Não sigo tendências, se é tendência já não quero. Isto não é para acabar rápido. É para criar tendências, o que é mesmo muito importante.”
"Se queremos uma mudança que não seja só a espuma dos dias tem de abranger quem toma decisões hoje, mas também quem vai tomar decisões no futuro.”
"Teatro, música ou artes são como o pão. É uma questão de sobrevivência, é uma questão de respirar e perceber que o mundo não é só negativo.”
"Na gestão de um escritório de advogados temos de fazer uma coisa contra intuitiva, mas que é melhor para as pessoas da equipa, que é dizer-lhes que podem ser dispensáveis.”
"Como é que se consegue partir uma ideia, executar e estar atento para emocionar as pessoas: há muita tentativa e erro, mas há planeamento. Há uma estratégia e depois metemos em ação e vamos fazendo passo a passo.”
"Estala-nos o verniz se queremos ser quem não somos. Somos pequeninos, mas somos muito bons. Se não formos orgulhosos do que somos ninguém vai ser.”
"Batemos no maluco certo, que é bom ter esse nível de ousadia, que foi o Santana [Lopes]. Nunca um protocolo foi assinado tão rápido.”
"Um bom prompt faz toda a diferença no universo da IA generativa. Hoje em dia, muitas pessoas querem ser extremamente eficientes, no fundo, querem ser robôs. Mas, se nos focarmos apenas nisso, vamos acabar a competir com agentes de IA e ser substituídos.”
"É um desporto que não é favorável ao cardio. Estamos curvados para a frente, num equipamento que pesa 10 kg, um capacete que bloqueia grande parte do fluxo de ar e o que entra é ar quente vindo do motor.”
"A vida e a arte têm-me ensinado que há sempre uma dimensão intangível. As próprias pessoas que praticam os crimes e que muitas das vezes não sabem porque é que o praticaram. Muitas vezes fruto do impulso ou do azar.”
"Não teria havido evolução humana sem stress. Quem tem a responsabilidade de liderar tem de gerir stress, mas não um stress tóxico.”
"Não há resiliência sem falhar. Em Portugal, temos alguma aversão ao risco. O cérebro tem de aprender que isto não é o fim do mundo.”
"O meu pai era o meu professor, vivíamos a 100 metros da universidade e eu não podia chumbar. Não podia ter más notas.”
"Tudo o que herdei [foi] em casa, [desde] a curiosidade pela gastronomia, pelo vinho e bebidas espirituosas. Tive muita sorte de ter isso em casa, porque vi o interesse pelos vinhos de Borgonha, de Bordéus, o início da cozinha japonesa.”
"A política, por exemplo, tornou-se uma coisa que precisa de muita rapidez. Esta incapacidade de parar para refletir é reflexo desta viragem de todos poderem dizer alguma coisa sobre tudo. Porque andamos irritados, também. Porque não conseguimos enfrentar coisas a sério.”
"As redes sociais imprimiram uma velocidade à vida que consiste em ver um título e arranjar maneira de arranjar um alvo.”
"As pessoas sentem-se mais ligadas por um propósito do que um emprego ou fazer uma tarefa.”
"Trazer arte urbana para dentro de uma instituição é algo que o nosso país ainda não aposta tanto.”
"Gosto de ser o Robin dos Bosques. Eu gosto ajudar os pobres a lutar contra os ricos. Gosto de causas difíceis. Gosto do David contra Golias. E gosto de dar força aos fracos. E, portanto, há muitas situações em que até me sinto socialista de não levar dinheiro a pessoas que não tinham capacidade.”
"Cada um tem de ser cirúrgico no que faz. Eu olho para a palavra como uma espécie de ato de joalharia. Eu tenho de esculpir o texto, tenho de o desenhar de acordo com o que eu quero transmitir.”
"É importante sermos donos de algo relevante. Depois podemos discutir a percentagem [na fusão de áreas com a Moeve].”
"A escola mata a curiosidade.
”
"A inteligência artificial pode melhorar a vida de uma empresa e um cidadão como também a pode estragar se não a soubermos utilizar bem.”
"Não me interessa ter grandes virtuosistas, tecnocratas, quando as pessoas não são capazes de trabalhar umas com as outras.”

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