A mudar para mãos francesas, lucro do Novobanco cresce 13% para 201 milhões no primeiro trimestre

No dia em que fecha a venda aos franceses do BPCE, banco anunciou um lucro de 201 milhões suportado pelo aumento do produto bancário e das comissões, que compensaram uma quebra na margem financeira.

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  • O Novobanco apresentou um lucro de 200,7 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 13% em relação ao ano anterior, impulsionado pelo crescimento do crédito e das receitas com comissões.
  • O Groupe BPCE vai adquirir o Novobanco por um valor superior a 6,4 mil milhões de euros, destacando a confiança dos clientes e a solidez do modelo de negócio do banco.
  • O Novobanco mantém um compromisso firme com Portugal, focando na criação de valor e contribuindo para a economia nacional de forma sustentável e responsável, vincou o CEO Mark Bourke.
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O Novobanco registou um lucro de 200,7 milhões de euros no primeiro trimestre de 2026, mais 13% face ao mesmo período do ano passado, com o aumento do produto bancário e das receitas com comissões a sobreporem-se a uma ligeira quebra na margem financeira.

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“No primeiro trimestre de 2026, a atividade comercial continuou a evoluir a um ritmo sólido, com um aumento significativo do crédito a clientes e um crescimento sustentado dos depósitos, refletindo a confiança contínua dos nossos clientes e a solidez do nosso modelo de negócio”, referiu o CEO do banco, Mark Bourke, citado em comunicado.

“Estes desenvolvimentos, juntamente com uma gestão prudente do risco e um forte enfoque na eficiência, permitiram ao banco apresentar resultados robustos no trimestre“, vincou.

O Groupe BPCE vai selar a compra do Novobanco à Lone Star e Estado português esta quinta-feira. O ECO sabe que os franceses vão pagar mais do que os 6,4 mil milhões de euros acordados inicialmente.

Mark Bourke acrescentou que “perspetivando o futuro, o Novobanco mantém um compromisso firme com Portugal e o foco contínuo na criação de valor para clientes, colaboradores e acionistas, contribuindo simultaneamente para a economia portuguesa de forma disciplinada,
sustentável e responsável”.

Recuperação de crédito e impostos ajudaram trimestre

O banco explicou que o aumento do resultado líquido “foi suportado pelo diversificado modelo de negócio, gestão criteriosa do risco e robusto franchising da marca Novobanco“.

O produto bancário comercial permaneceu praticamente estável no 361,8 milhões de euros entre janeiro e março, com a margem financeira – a diferença entre os juros que o banco cobra nos empréstimos e os que paga nos depósitos – a descer 1% para 276,2 milhões.

No entanto, o produto bancário total avançou 4,4% para 389,8 milhões de euros. Beneficiando de outros resultados de exploração, que totalizaram 32,4 milhões de euros, face aos 9,8 milhões do período homólogo e “incluem ganhos com a recuperação de crédito e impostos”.

“O desempenho da margem financeira reflete o aumento de 7,5% do valor médio dos empréstimos a clientes, e da estratégia proativa de cobertura da margem financeira, compensando parcialmente o repricing do crédito num contexto de descida das taxas de juro”, avançou o banco, recordando que a média da Euribor a seis meses no primeiro trimestre deste ano foi de 2,20%, o que compara com os 2,49% do mesmo período do ano passado.

As comissões aumentaram 1,5% em termos homólogos para 85,6 milhões, suportadas pela dinâmica do volume de negócio e pela execução de iniciativas para reforçar as receitas de comissões, com o crescimento a ser impulsionado pela gestão de contas e meios de pagamento.

O rácio Cost to Income de 36,1% (face a 34,5% no primeiro trimestre de 2025), foi reflexo do contínuo foco na simplificação e otimização dos processos, garantiu o banco.

Em relação aos rácios de capital, o Novobanco informou que “sustentado por um sólido desempenho financeiro”, em março de 2026 o rácio CET1 totalizou 19,2% e o rácio de Capital Total atingiu 22,0% (considerando a incorporação de 100% do resultado líquido de 2025 e excluindo o resultado do primeiro trimestre).

A quota de mercado global do Novobanco fixou-se nos 9,2% em fevereiro deste ano, estável face a dezembro de 2025, enquanto a quota no segmento de médias empresas atingiu os 18,2%, também inalterada face ao final do ano passado, “confirmando a forte presença do Banco no mercado português, em particular no setor empresarial”.

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