BRANDS' TRABALHO AI Lazy Thinking: Quem é o verdadeiro Thought Partner?

  • Conteúdo Patrocinado
  • 27 Abril 2026

A inteligência artificial muda a nossa forma de trabalhar. Mas sem pensamento crítico, o risco é delegar demasiado cedo o que continua a ser humano.

A introdução das ferramentas de inteligência artificial (IA) nas empresas marcou o início de uma profunda transformação na forma como trabalhamos. Hoje, é quase impossível falar de eficiência e de produtividade sem falar de inteligência artificial, e as suas possibilidades são múltiplas.

Escolha o ECO como fonte preferida no Google

Escolher
Inês Maria Pedro, Senior Consultant EY, People Consulting

Assim como os Large Language Models evoluíram de comandos básicos para atuarem como verdadeiros parceiros (thought partner), as expectativas sobre o valor que a inteligência artificial pode trazer para as organizações também mudaram. A tecnologia passou a oferecer soluções cada vez mais sofisticadas e integradas, adaptando-se às novas necessidades corporativas: 86% dos empregadores esperam que a IA e as information processing technologies sejam transformadoras para o seu negócio até 2030 (WEF, Future of Jobs 2025).

À medida que a utilização extensiva da inteligência artificial se normaliza, mesmo as empresas pioneiras na sua adoção revelam preocupações com a segurança, controlo, responsabilidade e autenticidade das soluções criadas. O EY Global IA Sentiment Survey (2026) revela que, entre os seus usos mais comuns, a IA é utilizada para automatizar tarefas rotineiras, executar tarefas transacionais e, apesar das preocupações levantadas, a IA já é utilizada para tomar decisões autónomas.

Com esta (r)evolução, a IA tornou-se num assistente pessoal sempre disponível. 25% dos utilizadores esperam que a utilização da IA reduza o número de decisões que têm de tomar (EY Global AI Sentiment Survey, 2026). Mas o que significa delegar as nossas decisões a um agente virtual?

Vivemos atualmente um fenómeno conhecido como AI Lazy Thinking, no qual se verifica uma maior dificuldade em pensar de forma independente e criativa, resultado do uso recorrente da inteligência artificial generativa. É importante entender que embora a inteligência artificial otimize recursos e facilite o acesso à informação, as ferramentas de inteligência artificial não foram criadas apenas para reduzir a carga cognitiva, mas sim para permitir que esta seja direcionada para tarefas inovadoras, nas quais o julgamento humano continua a ser determinante. O pensamento crítico continua a ser um fator decisivo para aproveitar plenamente as oportunidades que a IA proporciona.

Por isso, torna‑se essencial promover uma cultura organizacional que incorpore a inteligência artificial de forma consciente e estruturada, assegurando que a tecnologia apoia (e não substitui) o julgamento humano. Esta abordagem permite às organizações tirar partido da inovação tecnológica de forma responsável e estratégica, preservando o pensamento crítico, a tomada de decisão informada e a responsabilização como elementos centrais do processo de decisão.

E como podem as empresas começar a construir esta jornada?

  1. Incorporar princípios de utilização responsável da inteligência artificial na sua cultura. De acordo com o Responsible AI Pulse survey (2025) da EY, as empresas que definem claramente os seus princípios de utilização responsável revelam uma redução de até 30% dos riscos associados com IA.
  2. Implementar de programas estruturados de formação, combinando a aprendizagem em sala com experiências práticas no ambiente de trabalho, para explorar as potencialidades da inteligência artificial enquanto thought partner. O objetivo é que os colaboradores encarem a IA como apoio estratégico, não como um decision maker.
  3. Clarificar o papel da inteligência artificial na organização, posicionando‑a como um facilitador da eficiência e da qualidade do trabalho, responsável por apoiar e acelerar processos, sem substituir a análise crítica e a tomada de decisão. As soluções produzidas devem ser sempre interpretadas, validadas e assumidas pelos colaboradores.
  4. Mobilizar a liderança como change champions e promotores da adoção responsável da inteligência artificial, assegurando alinhamento com os princípios definidos, promovendo a sua utilização no dia a dia e reforçando comportamentos que valorizem o uso crítico, consciente e responsável da tecnologia.

Em última análise, o verdadeiro desafio colocado pela inteligência artificial não é tecnológico, mas humano. As empresas que irão capturar mais valor da IA serão aquelas que conseguirem equilibrar eficiência com responsabilidade, automação com pensamento crítico, e inovação com rigor. Mais do que adotar tecnologia, trata‑se de desenvolver uma forma consciente e sustentável de trabalhar num contexto cada vez mais assistido por IA.

Assine o ECO Premium

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.

De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.

Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.

Comentários ({{ total }})

AI Lazy Thinking: Quem é o verdadeiro Thought Partner?

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião