Pageviews dos publishers registam quebra de 6% em 2025, de acordo com o Chartbeat
"A queda está dentro da faixa normal de flutuação anual", destaca o Chartbeat. Apesar de uma quebra de 34% no tráfego a partir do Google Search, o trafego interno e de partilhas equilibrou a balança.
As pageviews dos publishers diminuíram 5,89% no ano passado, revela o estudo do Chartbeat “Navigating The New Traffic Landscape”. A média semanal total de pageviews caiu de aproximadamente 7,64 mil milhões em 2024 para 7,19 mil milhões em 2025. O relatório é baseado no tráfego de mais de 4.000 sites em 70 países.
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A ferramenta de análise de dados alerta que a “queda está dentro do intervalo normal de flutuação anual”. “O tráfego flutua com os ciclos de eventos globais. Isto não é novidade. 2024 foi um ano enorme para eventos globais — com mais de mil milhões de pessoas em todo o mundo a eleger líderes, incluindo em grandes mercados mediáticos como os EUA, Brasil, Índia, Indonésia e Reino Unido”, destaca.
“Embora 2025 tenha sido comparativamente mais calmo do ponto de vista político, 2026 está preparado para captar audiências globais com, pelo menos, três grandes eventos — os Jogos Olímpicos de Inverno, o Campeonato do Mundo e as eleições intercalares dos EUA”, antecipa o Chartbeat.
Ainda sobre o tráfego, apesar de a maioria dos canais se ter mantido estável nos últimos dois anos, o resultante das pesquisas registou uma quebra. De dezembro de 2024 para dezembro de 2025, o tráfego resultante do Google Search diminuiu 34% e o do Google Discover desceu 16%.
Este cenário está a ter maior impacto nas pequenas publicações. “Os pequenos editores estão a suportar o peso deste declínio, enquanto os editores maiores resistem à crise, indicando que o reconhecimento da marca e as relações diretas estão a tornar-se ferramentas de sobrevivência essenciais”, analisa. Nesse sentido, o Chartbeat recomenda que os pequenos editores construam relações diretas com o público através de newsletters, reconhecimento de marca e autoridade num nicho específico.

Como é que o tráfego não diminui assim tanto? A resposta está no tráfego interno — tráfego gerado a partir de uma página do próprio site. Já era a maior fonte de tráfego para os sites de notícias e media e continua a crescer. Em 2024, representava 38% das pageviews. O valor cresceu para 41% desde novembro de 2025.
A ferramenta recomenda assim que se “invista em estratégias de recirculação como módulos de conteúdo relacionado, curadoria de página inicial atraente e subscrições de newsletters que tragam os leitores de volta ao site diretamente”.
O dark social — tráfego não direto que chega a um site sem dados de referência, por exemplo, de partilhas privadas — também aumentou a sua quota no tráfego. Em 2024, representava cerca de 7% do total. Em 2025, este valor aumentou para cerca de 8% e em janeiro de 2026, aumentou novamente para 10% do tráfego em toda a rede do Chartbeat.
“Este tráfego é mais difícil de rastrear, mas sinaliza um entusiasmo genuíno do leitor. Concentre-se na criação de conteúdo altamente partilhável e torne a partilha fácil, com botões de partilha social claros e títulos atraentes que funcionem fora de contexto”, sugere o estudo.

O peso minúsculo da inteligência artificial
Os chatbots de inteligência artificial representam ainda menos de 1% do total de pageviews, apesar do tráfego resultante do ChatGPT ter crescido 200%. Os sites de notícias e media são os que recebem mais atenção dos LLMs. Outros tipos de sites, no entanto, registam mais visualizações por artigo destas fontes. Enquanto os primeiros têm uma média de 4,8 visualizações por artigo, os sites de casa e jardim têm uma média de 10,6, os sites de saúde têm uma média de 8,6, e os sites de ciência e educação têm uma média de 8,5. Estes dados são baseados no tráfego entre 1 de janeiro de 2024 e 9 de fevereiro de 2026.
Numa análise por tópicos, os artigos de economia, negócios e finanças lideram com mais de 7 milhões de pageviews. Seguem-se as categorias de ciência e tecnologia e, depois, de ambiente, com quase 2 milhões cada.
O que significam estes dados? “Sugerem que a IA está a apresentar muitos artigos de notícias diferentes para verificação de factos e contexto, mas os leitores não ficam para explorar — estão a obter a sua resposta e a sair”, destaca o Chartbeat.
Outro dado é que o conteúdo que responde a perguntas, resolve problemas ou fornece orientação prática gera mais envolvimento através de referências de IA. A ferramenta sugere assim que se deve “equilibrar as notícias de última hora com conteúdo intemporal e orientado para a solução, para maximizar o potencial de tráfego impulsionado pela IA”.

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