Banca com exposição limitada à Venezuela. CGD “em contacto” com autoridades para proteger escritório
Sem exposição creditícia ou imparidades associadas à Venezuela, o banco público tem apenas um escritório de representação em Caracas para apoiar clientes portugueses ali residentes.
Os bancos portugueses asseguram ter uma exposição limitada à Venezuela, ainda que tenham lá residentes como clientes. A Caixa Geral de Depósitos (CGD) tem apenas um escritório com dois trabalhadores num dos bairros mais caros de Caracas, que serve para atender portugueses residentes no país sul-americano que sejam seus clientes. É esta atividade que o banco público procura proteger da tensão causada pela captura do Presidente venezuelano, Nicolás Maduro.
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“Estamos a acompanhar de perto a situação no país, em conjunto com as autoridades portuguesas, de forma a acautelar a segurança dos nossos colaboradores. Nesta altura, continuamos a servir os clientes, com as portas abertas, sempre que for possível em termos de segurança”, afirmou a assessoria de imprensa da CGD ao jornal Público (acesso pago), ressalvando que a Caixa “não tem exposição creditícia ou imparidades associadas à Venezuela, ou mesmo exposição soberana”.
Já o BCP, que há cinco anos se desfez do seu escritório de representação na Venezuela, diz que tem clientes que consegue servir a partir de território nacional. O BPI tem uma exposição creditícia “reduzida” a clientes com ligações à Venezuela, enquanto o Novobanco, embora tenha um crédito residual ao país, tem ali uma forte litigância, visto que a petrolífera venezuelana foi usada para tentar salvar o BES (sem sucesso) e tem verbas venezuelanas congeladas.
Finalmente, o Abanca tem um acionista de origem venezuelana, mas não tem exposição direta ao país sul-americano, onde dispõe apenas de um escritório de representação, à semelhança da CGD.
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