Líder do Chega/Açores vai a tribunal por alegada faturação indevida do partido

  • Lusa
  • 15 Outubro 2025

O caso "está em segredo de justiça", mas José Pacheco esclareceu que a acusação está relacionada com a alegada "faturação indevida" do partido. "É uma formalidade, um papelinho que falhou", diz.

A Assembleia Legislativa dos Açores decidiu esta quarta-feira levantar a imunidade parlamentar do líder regional do Chega, José Pacheco, que vai assim ser ouvido em tribunal como arguido num processo instaurado por alegada faturação indevida do partido.

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“A Comissão de Assuntos Parlamentares, Ambiente e Desenvolvimento Sustentável decidiu esta tarde, por unanimidade, levantar a imunidade parlamentar do deputado José Pacheco, do Chega, para que possa ser ouvido em tribunal, na qualidade de arguido”, confirmou, em declarações à Lusa, o presidente da comissão, Flávio Soares, no final de uma reunião realizada na cidade da Horta.

O deputado social-democrata não quis explicar, no entanto, qual o crime de que o líder regional do Chega (que é também líder parlamentar na Assembleia Legislativa dos Açores) é acusado, alegando que o caso “está em segredo de justiça”, mas José Pacheco esclareceu que a acusação está relacionada com a alegada “faturação indevida” do partido.

É uma formalidade, um papelinho que falhou, que não chegou a tempo, mas que facilmente se vai resolver e será esclarecido. Não é nada de especial! Ninguém roubou ninguém! Ninguém matou ninguém!”, minimizou o deputado do Chega. Segundo José Pacheco, o processo judicial estará relacionado com um jantar, envolvendo militantes e simpatizantes do partido, que ocorreu em 2020, onde nem todas as despesas efetuadas terão sido devidamente faturadas.

O dirigente do Chega-Açores disse estar, no entanto, “de consciência tranquila”, relativamente a este processo, e garantiu que está disponível para colaborar com a justiça.

“Acho bem! Tem de haver transparência nas coisas. Houve aqui uma pequena falha, de um documento que devia ter aparecido, a formalizar a entrada de uns valores, que até são muito poucos!”, sublinhou José Pacheco, recordando que o partido já tinha sido alertado para esta falha, anteriormente.

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