Seguradoras vão pagar mais que esperado pelos incêndios de LA. Analistas apontam para 30 mil milhões de dólares
Analistas afirmam que o setor segurador consegue absorver os danos devido à diversificação dos riscos e à capacidade de aceder ao mercado global de resseguros.
Os incêndios florestais em Los Angeles deverão provocar perdas seguradas acima dos 30 mil milhões de dólares, o que conduziu a um impacto negativo, mas controlável, nos perfis de crédito das seguradoras, de acordo com analistas da Morningstar DBRS, citado pelo Reinsurance News.
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Com mais de 12.000 estruturas destruídas, esses incêndios podem se tornar os mais custosos da história dos Estados Unidos, porque estar a afetar uma área de propriedades de elevado valor.
Especialistas em seguros e resseguros, como o BMS Group e a KBW, estimam que as perdas seguradas variem entre 25 mil milhões de dólares e 40 mil milhões, respetivamente. Embora o impacto seja significativo, os analistas afirmam que o setor segurador consegue absorver os danos devido à diversificação dos riscos e à capacidade de aceder ao mercado global de resseguros.
No entanto, os incêndios intensificaram a crise no mercado de seguros habitação na Califórnia, onde grandes seguradoras já deixaram de emitir novas apólices por questões de custo e risco.
Outro desafio diz respeito ao aumento dos custos de resseguro, que dificulta ainda mais a operação das seguradoras. Os analistas apontam a necessidade de intervenções regulatórias, incluindo a implementação de preços baseados em riscos reais, para evitar a saída de mais seguradoras do mercado. Sem isso, planos como o Fair Plan, criado para atender propriedades de alto risco, tornar-se-ão insustentáveis, pressionando ainda mais os preços e prejudicando os proprietários.
A restauração de um ambiente de precificação saudável e a viabilidade económica das apólices são fundamentais para atender tanto aos proprietários regulares quanto às propriedades de alto risco. Sem mudanças significativas, a cobertura de seguros pode se tornar cada vez mais inacessível, afetando não apenas os valores imobiliários, mas também a resiliência económica da região frente a desastres naturais.
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