As nove tendências que a McKinsey vê para os seguros
O aumento dos prémios de seguros e as mudanças no cenário geopolítico e socioeconómico exigem adaptações no setor. A análise da McKinsey aponta desafios e lacunas de cobertura. Saiba quais.
À medida que aumentam os prémios de seguros, permanece instável a conjuntura geopolítica e socioeconómica global. A consultora McKinsey lançou a análise que fez ao setor segurador, tendo concluído que os desafios demográficos afetam a forma como as seguradoras fazem seguros, aumentaram o fosso entre as lacunas de proteção nas economias avançadas e em desenvolvimento relativamente a níveis de cobertura nos ramos Não vida para particulares.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
Os prémios brutos emitidos dos ramos Não Vida para particulares atingiram os 1,1 biliões de dólares em 2023, uma subida de 9,5% face ao ano anterior, segundo o ‘Global Insurance Report 2025: The pursuit of growth’, McKinsey. Mesmo tendo crescido 0,5% na percentagem que representa no Produto Interno Bruto (PIB) global nominal, mantém níveis abaixo da pandemia quanto ao seu peso no PIB.
Ainda nos ramos Não Vida para particulares, o fosso da cobertura entre as economias emergentes e maduras alargou-se. O crescimento da indústria em economias desenvolvidas foi impulsionado pelo aumento dos prémios de seguro.
Os aumentos dos preços deste segmento de seguros tornaram o produto menos acessível em alguns mercados. A subida dos prémios é justificada devido ao aumento dos ativos, o custo das reparações, aumento da frequência de casos e aumento dos preços de resseguros.
Quanto aos ramos Não Vida para empresas, a consultora nota que nos últimos cinco anos a taxa média anual de crescimento foi de 8%, enquanto o rácio combinado fixou-se nos 91% em 2023. Também neste caso, o crescimento foi empurrado pelo aumento dos preços dos seguros. Segundo a McKinsey, “os seguradores devem agora concentrar-se em como alcançar um crescimento consistente e rentável num mercado em constante mudança.”.
A consultora valoriza a forma como os seguradores operam, em detrimento do sítio onde operam, ainda que considere tal ser relevante. “Embora uma estratégia de portfólio eficaz não deva ser desconsiderada, a execução é ainda mais crucial, e os seguradores devem reforçar as suas capacidades nas suas principais linhas de negócio para alcançar um crescimento rentável”.
Relativamente ao ramo Vida, as condições macroeconómicas mostraram-se resilientes – com o PIB global a crescer em termos reais, a inflação a diminuir de forma constante e os mercados acionistas a registarem ganhos – acabando por dar algum impulso ao ramo. No entanto, nem todas as linhas de produto e geografias beneficiaram. “Apesar de existirem pontos positivos, o setor como um todo enfrenta dificuldades para manter a sua relevância”, refere.
As alterações socioeconómicas oferecem oportunidades para as seguradoras oferecerem apólices mais flexíveis que atendam a estruturas familiares não tradicionais. Assim, vê oportunidades nos desafios colocados pelo envelhecimento populacional e pela concentração de riqueza na geração X (nascidos entre 1960 e 1970) e reformados. Além disso, também serão impactadas pelas mudanças nas normas sociais e nos estilos de vida – como menos casamentos, taxas de fertilidades mais baixas e agregados familiares com duplo rendimento, tendo as seguradoras que adaptar a forma como produzem os seguros.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
As nove tendências que a McKinsey vê para os seguros
{{ noCommentsLabel }}