Receitas fiscais ambientais na UE caem 4% em 2022. Portugal em quinto lugar
A queda das receitas fiscais ambientais na UE deveu-se, principalmente, a uma diminuição das receitas fiscais da energia.
As receitas fiscais ambientais na União Europeia (UE) recuaram 4% em 2022, para os 317,2 mil milhões de euros (2% do Produto Interno Bruto), e face ao ano anterior, divulga o Eurostat. Portugal, com 4,67 mil milhões de euros de receitas fiscais ambientais em 2022, surge no quinto lugar da tabela dos Estados-membros.
Escolha o ECO como fonte preferida no Google
Em 2021, de acordo com os dados do gabinete estatístico da UE, as receitas fiscais ambientais do bloco atingiram os 330,2 mil milhões de euros. A diminuição do total das receitas fiscais ambientais entre 2021 e 2022, adianta o Eurostat, deveu-se, principalmente, a uma diminuição (-15,1 mil milhões de euros) das receitas fiscais da energia, que totalizaram 243 mil milhões de euros em 2022.
Por outro lado, os impostos sobre a poluição e os recursos aumentaram 10% (1,2 mil milhões de euros) e os impostos sobre os transportes registaram uma pequena subida de 1% (809 milhões de euros). Na UE, em 2022, as empresas geraram a maior parte das receitas fiscais ambientais, representando 52% do total.
A maior parte desta contribuição das empresas veio de empresas da indústria transformadora, construção, minas e serviços públicos (26%) e do setor dos serviços (24%). As famílias contribuíram, em 2022, com 45% do total das receitas fiscais ambientais.
Portugal, com 4,67 mil milhões de euros de receitas fiscais ambientais em 2022, surge no quinto lugar da tabela dos Estados-membros. Malta foi o Estado-membro que menos receitas fiscais ambientais arrecadou no ano em causa (287,1 milhões de euros), seguindo-se Chipre (609,6 milhões de euros) e a Estónia (829,5 milhões de euros), com a Dinamarca (8,99 mil milhões de euros), a Áustria (8,37 mil milhões de euros) e a Suécia (6,94 mil milhões de euros) a angariarem as maiores receitas.
Assine o ECO Premium
No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo independente e rigoroso.
De que forma? Assine o ECO Premium e tenha acesso a notícias exclusivas, à opinião que conta, às reportagens e especiais que mostram o outro lado da história.
Esta assinatura é uma forma de apoiar o ECO e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente, rigoroso e credível.
Comentários ({{ total }})
Receitas fiscais ambientais na UE caem 4% em 2022. Portugal em quinto lugar
{{ noCommentsLabel }}