Estratégia para setor da água pede 5.500 milhões de investimento
Em qualquer um dos cenários considerados, conclui-se que “o impacte das medidas previstas no PENSAARP 2030 nas tarifas dos serviços é sustentável, quer do ponto de vista técnico, quer social".
O Plano Estratégico para o Setor de Abastecimento de Água e Gestão de Águas Residuais e Pluviais 2021-2030 (PENSAARP 2030) prevê que sejam investidos cerca de 5.500 milhões de euros no setor até ao fim desta década.
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As necessidades totais de investimento devem variar entre cerca de 3.500 milhões de euros e 6.600 milhões de euros, sendo o cenário central ou moderado de 5.500 milhões de euros, lê-se no documento, cuja Avaliação Ambiental Estratégica foi colocada esta terça-feira, 18 de abril, em consulta pública, e até ao próximo dia 1 de junho.
O valor dos investimentos pode variar “consoante a ambição a alcançar e a capacidade de realização do setor, sendo a parcela de reabilitação das infraestruturas a mais relevante (representando cerca de 40 a 58 % do investimento total)”, indica o mesmo documento.
As infraestruturas em causa são sobretudo as condutas e os coletores, pois “Portugal dispõe de um vasto património que exige uma gestão adequada para se manter funcional no longo prazo”, diz o texto.
Em qualquer um dos cenários considerados, conclui-se que “o impacte das medidas previstas no PENSAARP 2030 nas tarifas dos serviços é sustentável, quer do ponto de vista técnico, quer social”, assegurando que é “possível ter serviços sustentáveis e economicamente acessíveis, com um ‘valor’ para a sociedade muitas vezes acima do seu preço”. A visão proposta para 2030 passa por “atingir serviços de águas de excelência para todos e com contas certas”.
Para concretizar o objetivo de “sustentabilidade económica e financeira”, o plano elenca várias medidas, entre as quais uma consolidação da regulamentação tarifária nas entidades gestoras. Isto passa por definir critérios claros e harmonizados para determinar as tarifas e por promover a transparência nas contas das entidades gestoras, nomeadamente na recuperação de gastos e no reconhecimento dos subsídios ao investimento e à operação.
Em paralelo, o plano quer fomentar a melhoria do desempenho económico e financeiro das entidades gestoras. Uma das formas de o conseguir é através da melhoria do sistema de avaliação regulatório, que permita “um conhecimento efetivo sobre os gastos dos serviços e o benchmarking [comparação] entre entidades gestoras, e consequente incentivo à eficiência”.
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