Descentralização na saúde “está longe da meta”, diz Temido

Ministra da Saúde considera que ainda se "está longe da meta" a que o Governo se propôs ao nível da transferência de competências. Até ao final de junho metade dos municípios deverá assinar autos.

A ministra da Saúde, Marta Temido, acredita que “metade dos concelhos abrangidos pela transferência de competências” na área que tutela deverá “assinar os autos até ao final de junho“. Ainda assim, a governante admitiu que se está “longe da meta” a que o Governo se propôs. “Mas vamos continuar a trabalhar, porque é um trabalho de negociação e não de imposição“, acautelou à margem da cerimónia de assinatura de autos de transferência de competências para as autarquias de Penafiel, Paredes e Castelo de Paiva, do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) do Vale do Sousa Sul.

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“Temos 201 municípios onde esta descentralização de competências na área da saúde deveria acontecer”, contabilizou Marta Temido, ressalvando, contudo, que o processo “depende da assinatura de um auto de transferência“.

Segundo a ministra, até ao final da legislatura 20 do universo dos 201 já tinham assinado os autos de transferência. “Desde o início desta legislatura há mais 20 municípios com autos assinados. Temos a expectativa de ter mais 60 até ao final deste primeiro semestre, afirmou. “Por exemplo, hoje na ARS/Norte 24% dos municípios já terão os seus autos assinados”, referiu.

Ainda assim, ainda há um longo caminho a trilhar, mas com diálogo e sem pressões, segundo a ministra. “Estamos longe da meta a que nos propusemos”. Avisou, contudo, que “há sempre limitações financeiras em toda a gestão”, e que o processo foi feito “no sentido de ser neutral do ponto de vista financeiro”.

Marta Temido alertou para o facto de “a pandemia ter sido um obstáculo difícil e não permitiu ter a disponibilidade para estas discussões”.

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