Aegon UK pagou mais 17% sinistros Vida em ano de pandemia
A companhia indemnizou, em média, o equivalente a 118 mil euros por morte de titulares de apólices Vida no Reino Unido. Mais de 800 famílias e empresas foram indemnizadas.
A operação britânica da Aegon, grupo holandês maioritário na parceria ibérica de seguros com o grupo Santander, gastou 139,74 milhões de libras esterlinas, ou o equivalente a 164,12 milhões de euros em indemnizações de proteção pessoal relativas a um total de 1584 sinistros Vida, um número que correspondeu a 94% de todas as reclamações de sinistro recebidas pela companhia neste ramo de seguros, em 2020.
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Com mais de 100 mil falecimentos causados pela pandemia do novo coronavírus no Reino Unido, “nada poderia demonstrar melhor a importância” de uma cobertura de seguro “do que os eventos do último ano”, afirmou Simon Jacobs, Underwriting and Claims Director, citado pela Cover Magazine.
Nos seguros de Vida, a companhia indemnizou 807 famílias e empresas, por um total de 81,3 milhões de libras, registando um incremento de 17% no volume de reclamações de sinistros (Vida) face a 2019. Em média, o capital indemnizado foi de 100.751 libras (cerca de 118 mil euros), com a idade média dos reclamantes/titulares calculada em 63 anos.
O cancro continuou como a causa de morte mais comum na liquidação das coberturas, representando 40% das reclamações/indemnizações do ramo Vida, logo seguido de patologias relacionadas com o coração (21%) e das mortes causadas por doenças do foro respiratório (14%). No entanto, enquanto a proporção de falecimentos por doença oncológica e do foro cardíaco se manteve em linha com o volume de ocorrências do ano anterior, a parcela de mortes por doenças relacionadas com função respiratória duplicou face aos 7% de 2019.
Admitindo que a doença causada pelo novo coronavírus (Covid-19) possa ter contribuído para um incremento dos sinistros no ramo Vida, isso não influenciou a totalidade.
“De todas as reclamações que recebemos em coberturas Vida, o coronavírus constava como causa de morte em apenas 12% dos certificados de óbito” indicou Jacobs, admitindo ainda, como possível, que a Covid-19 possa, mesmo não constando como causa do falecimento na documentação do óbito, ter contribuído para um número maior de indemnizações.
A Aegon UK é uma das unidades de negócio consolidada pelo grupo Aegon NV, além da Aegon Américas e da Aegon International que, juntando Espanha e Portugal, integrava as operações (seguros pensões e gestão de ativos) em outros países europeus. Em finais de novembro de 2020, a atividade na região oriental da Europa (Polónia, Hungria, Roménia e Turquia) foi vendida à austríaca VIG, por 830 milhões de euros.
A operação em Portugal (Vida e não Vida) é desenvolvida em parceria com o grupo Santander, através de duas empresas em que a seguradora holandesa tem maioria do capital social.
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