Credores da Oi ganham tempo para aceitar proposta

A Oi adiou a assembleia geral de credores para 6 de novembro. Os obrigacionistas da operadora ganham tempo para aderir ao Programa de Acordo com Credores, que permite reaver até 13.400 euros.

A assembleia geral de credores da Oi, que estava marcada para esta segunda-feira, foi adiada para o dia 6 de novembro, anunciou, este fim de semana, a operadora brasileira. A decisão foi tomada depois de vários credores se terem queixado de que não conseguiam aderir ao programa da Oi para ressarcir os lesados do caso PT/Oi. Os advogados consideram que este adiamento traz uma oportunidade para que mais credores possam aderir ao programa, que permite reaver até 13.400 euros do investimento que foi feito.

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“A Oi informa aos seus acionistas e ao mercado em geral que determinados credores da companhia solicitaram ao Juízo da 7.ª Vara Empresarial da Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, perante o qual tramita a recuperação judicial, o adiamento da assembleia geral de credores, que se realizaria na segunda-feira, dia 23 de outubro”, pode ler-se no comunicado enviado pela Oi ao regulador do mercado brasileiro.

A operadora acrescenta que o Juízo aceitou o pedido dos credores e determinou que a assembleia geral seja realizada no dia 6 de novembro, em primeira convocação, e a 27 de novembro, em segunda convocação.

“A Oi reforça ainda que, durante todo o processo de recuperação judicial, a direção da companhia está aberta às negociações e empenhada em viabilizar uma solução que contemple as demandas de todos os envolvidos e, principalmente, garanta a sustentabilidade da empresa, a médio e longo prazos, para que a Oi saia deste processo fortalecida e preparada para enfrentar os desafios de mercado”, acrescenta o comunicado.

Na reação a este adiamento, a Candeias & Associados, a sociedade de advogados que representa centenas de obrigacionistas lesados no caso PT/Oi, refere que esta é uma boa notícia para os “lesados que manifestaram vontade de aderir ao Programa de Acordo com Credores e que, à última hora, se viram impossibilitados de o fazer por questões meramente burocráticas”. Estes lesados voltam agora a ter a oportunidade de aderir ao programa.

A solução encontrada pela Oi para ressarcir os pequenos obrigacionistas portugueses previa que estes pudessem reaver um máximo de 50 mil reais, o equivalente a pouco mais de 13.400 euros, do montante que investiram. O prazo para a aceitação deste acordo era 19 de outubro, mas vários credores queixaram-se de não terem sido contactados ou de não conseguirem contactar os responsáveis. Isto porque a sociedade de advogados em causa não conseguiu dar resposta ao elevado número de pedidos que lhe foram remetidos.

A Candeias & Associados representa cerca de 800 obrigacionistas em Portugal, mas o número de lesados que manifestaram vontade de aderir ao programa de ressarcimento é muito superior, diz a mesma sociedade de advogados. O Dinheiro Vivo avança que sete mil detentores de obrigações PT/Oi aderiram ao programa. “Muitas centenas” não conseguiram fechar o contrato com a operadora, diz o mesmo jornal.

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