Crédito ao consumo dispara para novo recorde

Os portugueses contrataram 594 milhões de euros em crédito ao consumo, em março, segundo o Banco de Portugal. Créditos pessoais sem finalidade específica e automóvel deram um forte impulso.

O crédito ao consumo continua a acelerar. Em março, os bancos e as financeiras disponibilizaram um valor recorde em novos empréstimos com essa finalidade, tendo em conta o histórico do Banco de Portugal. O crédito automóvel e os empréstimos pessoais sem finalidade específica foram os que mais contribuíram para esta subida histórica.

De acordo com o Banco de Portugal, em março, o total de novos empréstimos ao consumo disponibilizados pelos bancos e pelas instituições de crédito ascendeu a 594,3 milhões de euros. Este valor corresponde a um aumento de 20,7% face ao registado no mês anterior e um incremento de 10,6% face ao valor verificado no mesmo período do ano passado. Os quase 600 milhões de euros de crédito de crédito ao consumo concedido no terceiro mês deste ano, são o valor mais elevado desde o início do histórico da entidade liderada por Carlos Costa, e que remonta ao início de 2013.

De forma desagregada, a finalidade de outros créditos pessoais, segmento onde se incluem os empréstimos sem finalidade específica, lar, consolidado e outras finalidades, foi a que mais contribuiu para o forte aumento registado em março. Nesse mês, foram concedidos cerca de 255,4 milhões de euros em crédito com essa finalidade. Ou seja, a quantia mais elevada do histórico considerado. Este valor representa um aumento de 14,9% face ao mês anterior, e de 9,7% comparativamente com o período homólogo.

O crédito automóvel também contribuiu para o incremento da concessão de crédito ao consumo, com um total de 239,8 milhões de euros, o mais elevado desde o máximo histórico registado no último mês do ano passado. O total de financiamento com essa finalidade cresceu 30% face ao mês anterior, e 19% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Já o segmento de cartões de crédito e de linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades a descoberto foi o único a apresentar uma tendência de queda. Se face a fevereiro se registou um aumento de 15%, para os 94,6 milhões de euros, a comparação homólogo sinaliza uma quebra e 4,9%. Esta diminuição acontece apesar de as taxas de juro associadas aos cartões de crédito continuarem a apresentar uma tendência de queda.

Já no trimestre, observa-se também uma subida histórica no montantes do financiamento. No total, os bancos e as instituições de crédito disponibilizaram 1,55 mil milhões de euros em crédito ao consumo nos primeiros três meses do ano, o que corresponde a uma subida de 12% face ao período homólogo.

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