Moscovici: Acordo na Grécia está próximo

Faltam "pequenos passos", disse o comissário, para poder ser encerrada a fase de revisão e desbloquear a próxima tranche do resgate financeiro. Os termos gerais de um acordo podem vir já na segunda.

Os “parâmetros de um acordo” para desbloquear a próxima tranche do resgate grego podem surgir já na próxima segunda-feira, na reunião do Eurogrupo de 20 de fevereiro, afirmou esta quarta-feira o comissário europeu Pierre Moscovici, que se encontra em Atenas.

Durante a manhã, antes do seu encontro com o ministro das Finanças grego Euclid Tsakalotos, Moscovici aproveitou para sublinhar a importância da próxima reunião do Eurogrupo, onde era expectável que se chegasse “aos parâmetros de um acordo para encerrar a revisão”, afirmou, citado pela agência Reuters. “É preciso algum esforço de todas as partes, com um pouco mais de esforço vamos conseguir”.

A Grécia surpreendeu em 2016 ao ultrapassar as suas metas fiscais, assinalou o comissário europeu, afirmando que o país poderia repetir o sucesso este ano. Aos jornalistas, o comissário europeu garantiu que as conversações para finalizar a revisão das reformas na Grécia que permitirá desbloquear a próxima tranche do resgate financeiro, agendada para o mês de julho.

A ronda negocial tem sido lenta, a arrastar-se pelos últimos meses. O Governo de Alexis Tsipras recusa voltar a subir os impostos e cortar pensões, exigências que o Fundo Monetário Internacional (FMI) considera fundamentais. Uma conclusão satisfatória das negociações levaria não só à transferência de mais fundos do resgate para os cofres gregos mas também permitiria à Grécia a entrada no programa de compras do Banco Central Europeu (BCE), o que promete aliviar os juros da dívida pública.

“Nem mais um euro” de austeridade

Numa conferência de imprensa ontem, terça-feira, o Governo deu mostras de enrijecer a sua posição em relação às reformas pedidas pelos credores. O Governo grego pretende um acordo que não envolva “nem mais um euro” em medidas de austeridade, afirmou o porta-voz do Governo Dimitris Tzanakopoulos, citado pela versão inglesa do jornal grego Kathimerini.

Tzanakopoulos aproveitou ainda para desmentir a informação divulgada na semana passada de que os credores da Grécia estariam a desenvolver um plano B: medidas fiscais correspondentes a 2% do PIB, para usar caso não fosse possível cumprir as metas orçamentais.

A posição do Governo, mais otimista acerca da possibilidade de encontrar um acordo mais favorável, chega um dia depois da revelação de que a Grécia cresceu mais do que o esperado em 2016: o PIB aumentou 0,3% no quarto trimestre, em termos homólogos, quando se previa que caísse 0,3%.

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