Depois de navios, Portugal lança startups, escreve a Bloomberg

Portugal é o melhor lado da Europa e terra de oportunidades fora do Reino Unido, escreve a Bloomberg.

“Há qualquer coisa nova na pequena nação que extravasa a economia estagnada e o stress da indústria financeira”, escreve a Bloomberg. A agência de notícias internacional sublinha assim o potencial empreendedor de Portugal que, depois de ter “lançado navios” nos Descobrimentos, agora “lança startups”.

Portugal tem hoje destaque — numa altura em que a Startup Lisboa, um dos catalisadores do ecossistema, cumpre cinco anos (a 2 de fevereiro) — afirmando-se como o país-alternativa ao Reino Unido para onde, entre 2011 e 2016, foram metade dos investimentos feitos em startups de fintech na Europa.

O trabalho, garante a reportagem, tem sido feito, não só pelas instituições envolvidas e pelo Governo mas numa confluência entre os setores público e privado. Universidades, fundos de investimento, empreendedores e multinacionais têm trabalhado “a arte do empreendedorismo”, ao mesmo tempo que afirmam Lisboa como uma capital bem mais barata do que Londres, “uma das mais caras cidades do mundo”.

Este desenho de Matt Chase ilustra o artigo da Bloomberg.
Este desenho de Matt Chase ilustra o artigo da Bloomberg.D.R.

Talvez por isso, a Bloomberg considere que Portugal pode apresentar-se como uma alternativa viável ao êxodo de Londres, um cenário ponderado no pós-Brexit. “A perda do acesso ao mercado único europeu pode dificultar a estratégia e os planos de crescimento dos fundadores que se habituaram a ver no Reino Unido a melhor maneira de se expandirem na Europa”, explica o artigo.

Em vez de trabalharmos 18 horas por dia para outra pessoa, fizemos um projeto cool para nós. Tivemos uma alternativa.

Jaime Jorge

Fundador da Codacy

Entre amigos

O Fórum Económico Mundial destacou esta semana Lisboa como uma das dez cidades mais amigas das startups. Num vídeo publicado no Facebook, Lisboa surge em 5º lugar na lista de melhores cidades para se começar uma empresa. E a justificação é simples: “Os salários são baixos, o custo do espaço para escritórios é acessível e há talento disponível”, explica o FEM, sublinhando que “Lisboa é um elemento particularmente interessante da lista na medida em que só passaram alguns anos desde que Portugal esteve mergulhado numa profunda crise financeira”.

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